“Retiro a minha candidatura à Câmara de Ourém, demito-me, igualmente, de presidente da Concelhia do PS de Ourém e apresentarei, com efeitos ao dia de hoje, a minha demissão do Conselho de Fiscalização do Sistema Integrado de Informação Criminal”, que funciona junto da Assembleia da República, afirmou à agência Lusa António Gameiro.
“Esta minha decisão prende-se com o facto de, perante a situação que estou a viver, ser meu dever afastar o PS, os oureenses e a função de conselheiro deste processo”, explicou António Gameiro.
Ao contrário destes cargos, o agora ex-candidato à Câmara de Ourém vai manter o lugar de deputado. “Acredito que a presunção de inocência relativamente ao cargo se mantém, dado que a minha intervenção neste processo foi pessoal e profissional”, disse nas mesmas declarações á Lusa, onde reiterou estar “de consciência tranquila, aguardando serenamente ser ouvido pelas instâncias judiciais”, para se “poder defender e esclarecer toda esta situação”.
A investigação da PJ prende-se com suspeitas de corrupção, recebimento indevido de vantagem e abuso de poder na intermediação de um negócio imobiliário em Monte Gordo, Vila Real de Santo António.
Na quarta-feira, António Gameiro confirmou que a PJ fez buscas às suas duas casas e ao escritório onde é consultor, no âmbito deste processo, referindo na ocasião que aquela força policial não encontrou “qualquer elemento de prova da prática de qualquer crime”.
Já hoje, a Procuradoria-Geral da República informou que o processo “Operação Triângulo” tem oito arguidos. Além das quatro pessoas detidas, e libertadas na quinta-feira à noite após primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação, há mais quatro arguidos.































