Sex, 19 Julho 2024

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A revolta dos presidentes de Junta


Um comunicado distribuído pelo presidente da Junta de Freguesia de Vale da Pinta, Fernando Ramos, e em nome dos restantes seis autarcas locais eleitos pelo PS, veio expor publicamente o clima de guerrilha interna que se vive na concelhia socialista do Cartaxo, onde no próximo dia 11 de Dezembro há eleições directas para escolher o cabeça de lista à Câmara Municipal nas autárquicas de 2013.

O documento, a que a Rede Regional teve acesso, sai em defesa de um dos candidatos, o actual presidente da Câmara, Paulo Varanda, e tece duras críticas ao outro concorrente, o presidente da Comissão Política Concelhia (CPC) do PS Cartaxo, Pedro Magalhães Ribeiro.

Os presidentes de Junta consideram que está em curso um "verdadeiro assassinato político" ao presidente de Câmara, e dizem-se disponíveis para o apoiar publicamente, considerando mesmo que o facto de Paulo Varanda ser "sujeito a directas fragiliza a sua acção".

No comunicado, onde os autarcas locais pela voz de Fernando Ramos consideram ser "urgente uma definição do Partido Socialista ao mais alto nível", Pedro Ribeiro é acusado de espalhar calúnias que "pretendem denegrir a actividade do executivo camarário".

Militantes com quotas em atraso querem votar

O mal-estar provocado pela existência de duas candidaturas surgiu na última reunião da CPC, realizada a 26 de Novembro em Vila Chã de Ourique, onde ambas foram formalmente apresentadas aos militantes.

Segundo os estatutos do PS, e uma vez que há dois candidatos, os órgãos internos do partido têm um prazo de 15 dias para marcar eleições directas (o que deverá ocorrer a 11 de Dezembro), mas só podem votar os militantes com quotas pagas até 11 de Novembro (até um mês antes da marcação do acto).

Presente nesta reunião, o próprio presidente da Federação Distrital do PS de Santarém, António Gameiro, chegou a levantar a hipótese de se adiar a data das directas, mas recuou nesta intenção quando foi informado que mais de metade dos 480 militantes do PS Cartaxo (a maior concelhia do distrito) tinham as suas quotas em dia e têm, efectivamente, capacidade eleitoral.

Segundo conseguimos apurar, vários militantes exigem a dilatação do prazo das eleições para poderem regularizar a sua situação e ganhar o direito a participar no acto.

Contactado pela Rede Regional, Pedro Magalhães Ribeiro optou por não comentar directamente o assunto, dizendo apenas não ver "qualquer razão para que a concelhia do Cartaxo vá contra os estatutos do próprio partido na questão da dilatação dos prazos".

Isto porque, segundo o mesmo, os assuntos relacionados com o processo eleitoral decorrente do facto de existirem duas candidaturas "foi amplamente debatido na reunião anterior da comissão política, realizada a 28 de Outubro, em Pontével", o que daria mais de dez dias aos militantes para pagar as quotas.

"Eu quero apenas apelar à serenidade interna e esperar que ambas as candidaturas se concentrem nos problemas do concelho, e que desta vez não se transforme numa campanha de difamação e insultos pessoais", acrescentou Pedro Ribeiro.

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