Dom, 3 Março 2024

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Politécnico de Santarém arranca ano letivo com dois mil novos estudantes

São quase dois milhares, mais concretamente 1987, os estudantes de primeiro ano que este ano se inscreveram nas cinco escolas do Politécnico de Santarém – Agrária, Desporto, Educação, Gestão e Saúde, elevando para quase cinco mil (4.854) o número de alunos que frequentam a instituição de ensino superior, que se divide por Santarém e Rio Maior.


Os números foram revelados esta sexta-feira, 3 de novembro, pelo presidente do Politécnico de Santarém, João Moutão, durante a sessão de abertura do ano letivo 2023-2024, que juntou cerca de duas centenas de pessoas no auditório da Escola de Saúde, e que serviu também para premiar alunos e professores que se destacaram no passado ano letivo.

João Moutão adiantou igualmente que o número de alunos que escolheu o Politécnico de Santarém como primeira opção aumentou 15% relativamente ao ano anterior, dados que revelam que a notoriedade da instituição é cada vez maior.

“Estamos empenhados em prestar educação que vai muito além da sala de aula”, disse o responsável, referindo que os alunos são cada vez mais motivados a participar em projetos de voluntariado ou investigação, que enriquecem o percurso académico e formam melhores indivíduos.

Lembrando que há não muito tempo, em 2019, o Politécnico de Santarém ultrapassou pela primeira vez os 4 mil alunos inscritos num ano letivo, João Moutão acredita que em breve será ultrapassado o número icónico de 5 mil estudantes.

Mas o responsável máximo da instituição está consciente que “não é só ter cá os estudantes”, é preciso “ter as condições adequadas para os ter” e “envolver toda a sociedade”.

João Moutão adiantou que o Politécnico de Santarém tem atualmente cerca de 11 milhões de euros de investimentos em curso, a maior parte no alojamento estudantil, com 3 novas residências em Rio Maior, na antigo Colégio Andaluz e na Agrária, mas também em projetos de eficiência energética e na requalificação de edifícios e equipamento mais antigo.

ESTUDANTES INSATISFEITOS

Mas nem tudo são rosas na vida académica de Santarém e Rio Maior e os alunos, através do seu representante nesta cerimónia de abertura, André Pinto, não pouparam nas críticas, referindo que estão insatisfeitos e que ainda não foi tudo feito, nomeadamente em termos de alojamento e da vida académica depois das aulas.

“É preciso cativar estudantes”, disse André Pinto, que lembrou que há colegas que não têm cá alojamento e vão a casa todos dias a casa, às vezes bem longe, por não terem condições para alugar um quarto.
“Batalhar na saúde mental”, no desporto e no associativismo, foi outra das necessidades apontadas pelo representante dos alunos que afirmou perante todos que “há colegas que não conseguem fazer um evento na própria escola”, o que faz com que se corra o risco de alguns partirem à procura de outras instituições.

Apesar de crítico, o discurso mereceu elogios dos restantes membros da mesa. O presidente da Câmara de Rio Maior, Filipe Santana Dias, disse que “qualquer território que tenha a sorte de ter ensino superior tem uma riqueza que não pode ser ignorada”, mas referiu que se no passado foi muito crítico com a ausência de soluções, ao nível do alojamento, hoje gostava de agradecer por o Governo ter colocado este assunto no PRR (Plano de Recuperação e Resiliência).

O autarca lembrou que Rio Maior vai ter em breve 170 camas para estudantes, entre a residência da Escola de Desporto e investimento direto da câmara e garantiu que, pelo menos no que diz respeito às obras que estão a cargo da autarquia, estarão prontas em junho do próximo ano.

O presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves, aceitou e reforçou as críticas dos alunos, reconhecendo que, muitas vezes, Santarém “é mais madrasta que mãe” para os estudantes.
“Não é só a noite académica. Muitas vezes olham mais para o barulho que para o resto”, disse o autarca, exemplificando com o recente desfile académico, em que várias pessoas preferiram apontar o dedo ao lixo que ficou do que à beleza da festa.

“Queremos que deixem aqui raízes”, disse o autarca aos alunos, apontando depois o dedo ao Governo, que fomenta “um país afunilado nas áreas metropolitanas de Porto e Lisboa”, e que, no caso, das residências de estudantes “falhou em toda a linha”, após prometer 12 mil camas em residências até 2020, fazendo pouco mais que zero.

Ricardo Gonçalves lembrou o caso de Santarém, em que a autarquia disponibilizou os prédios da antiga EPC, mas o Governo não aprovou o projeto, o mesmo acontecendo com investimentos de 5 milhões na Agrária, perdidos “por incúria presidente do INIAV.

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