Ter, 16 Julho 2024

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Unicer encerra fábrica da Rical em Santarém

rical

A Unicer vai fechar o Centro de Produção de Refrigerantes de Santarém, popularmente conhecida por “fábrica da Rical”, situada na Quinta dos Pinheiros, na Portela das Padeiras, deixando sem trabalho cerca de 140 pessoas.

A decisão foi comunicada aos funcionários da empresa ao início da tarde desta quinta-feira, 8 de outubro, numa reunião com os trabalhadores que teve início cerca das 14h00 e que durou cerca de uma hora.

Segundo a Rede Regional conseguiu apurar, a administração informou que a fábrica vai laborar durante mais cerca de seis meses, até 30 de abril de 2016. Os trabalhadores afetos à Unicer irão receber 1.25 salários por cada ano de trabalho e quem decidir ficar até à data de encerramento recebe um bónus de 6 mil euros.

Alguns dos 140 trabalhadores cujos contratos vão ser extintos vão poder candidatar-se a 45 vagas que a empresa vai criar noutras unidades do grupo: 25 na Font Salem, em Santarém; 10 numa empresa de trabalho temporário que trabalha com a Unicer; e 10 no Centro de Produção de Leça do Balio, no Porto.

O encerramento da fábrica apanha os trabalhadores de surpresa, uma vez que a empresa tem feito vários investimentos na unidade fabril, alguns deles após o encerramento da fábrica de cerveja de Santarém, anunciado a 12 de janeiro de 2012 e consumado em março de 2013.

Após esta reunião, a administração marcou uma outra reunião, esta no Cnema, em Santarém, todos os quadros superiores da Unicer a nível nacional. Os administradores da Unicer pediram também uma reunião de urgência com o presidente da Câmara de Santarém, onde deverão dar conta à autarquia do encerramento da fábrica.

Contactada pela Rede Regional, fonte do Gabinete de Comunicação da Unicer avançou apenas que a administração está ainda reunida com os trabalhadores, remetendo mais esclarecimentos para um comunicado a emitir ainda durante o dia de hoje.

 

Uma história repetida

Tal como em janeiro de 2012, quando anunciou o encerramento do centro de produção de cerveja de Santarém, curiosamente também a uma quinta-feira, a Unicer volta a comunicar a decisão de encerrar uma unidade de produção sem qualquer aviso prévio ou hipótese de volte-face.

Recorde-se que, em 2012, numa altura em que a empresa era liderada por António Pires de Lima, atual ministro da Economia, a Unicer também convocou uma reunião com os trabalhadores, reunindo, de seguida, com o então presidente da Câmara de Santarém, Francisco Moita Flores.

 

Ponto final em mais de meio século de história

O atual Centro de Produção de Refrigerantes de Santarém da Unicer tem as suas origens em 1961, altura em que várias pequenas fábricas ribatejanas de refrigerantes, com redes de distribuição de bebidas a nível regional, criaram a “Rical – Empresa Produtora de Refrigerantes Rodrigues, Irmão e Cª, Lda.”.

Essa empresa localizava-se nas instalações de uma das fábricas iniciais – “Rodrigues, Irmão e Cª Lda.” – no centro da cidade de Santarém, mais concretamente na Quinta de São Francisco. Em 1963, a designação da empresa foi alterada para “Rical – Empresa Produtora de Refrigerantes e Águas, Lda.”.

Com vista a responder às exigências do mercado, os sócios da empresa decidiram, em 1972, construir uma nova fábrica, situada no atual terreno, na Quinta dos Pinheiros, Portela das Padeiras – Santarém.

A proximidade relativamente à fábrica inicial, a centralidade em relação ao país, as redes de distribuição já estabelecidas pelos próprios sócios, as acessibilidades e a qualidade e abundância de água foram factores decisivos para a escolha do local por onde passaram várias gerações de funcionários.

NOTÍCIA RELACIONADA:

Unicer justifica encerramento da “Rical” por volatilidade e retração de mercados

Uma resposta

  1. Exemplo concreto de má gestão e quem paga são os trabalhadores…
    Esta marca (super bock, cristal, etc…) devia ser rejeitada por todos nós portugueses.
    Parabens ao sr Carlos Cesar e todos os seus cúmplices

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Uma resposta

  1. Exemplo concreto de má gestão e quem paga são os trabalhadores…
    Esta marca (super bock, cristal, etc…) devia ser rejeitada por todos nós portugueses.
    Parabens ao sr Carlos Cesar e todos os seus cúmplices

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