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Trabalhadores da Unicer prometem ir à luta

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Os trabalhadores do Centro de Produção de Refrigerantes de Santarém vão esperar pela resposta da administração da Unicer a uma moção aprovada em plenário esta quarta-feira, 14 de outubro, para decidir que formas de luta vão assumir contra o encerramento desta unidade de produção, anunciado para abril de 2016.

“A intenção de fechar a fábrica de Santarém é desprovida quer de sentido quer de justificação económica uma vez que, segundo dados da própria administração, a operação do centro se tem apresentado equilibrada e rentável”, lê-se na moção aprovada, onde os trabalhadores afirmam “não poder tolerar as medidas anunciadas pela administração no passado dia 8 de outubro”.

No geral, a moção pugna pela continuação da laboração desta unidade e pelo recuo no anuncio do despedimento de 140 funcionários, a nível do grupo (somando os 70 que serão despedidos em Santarém com outros 70 a nível da estrutura do grupo, com especial incidência em Leça do Balio).

“Há uma grande indignação entre todos, porque ninguém compreende este tipo de jogada”, disse à Rede Regional uma fonte sindical presente no plenário, acrescentando que “há uma maior união entre os trabalhadores, em relação ao que se passou em 2013”.

Os funcionários afetados pela opção estratégica da Unicer afirmam não compreender como é que um grupo que apresenta cerca de 30 milhões de lucros em 2014 parte para despedimentos e para o encerramento de uma unidade que produz sobretudo para o segmento dos sumos, quando a quebra de mercado se regista no sector da cerveja, com particular incidência no mercado angolano.

“Acresce o facto de a administração da Unicer assumir que continuará a operar no segmento de mercado «Sumos e Refrigerantes» ao indicar que entrega essa operação a um parceiro externo que, sendo já um operador do mesmo segmento, se apresenta como concorrente”, lê-se ainda na moção.

Antes do plenário que juntou praticamente todos os trabalhadores do Centro de Produção de Refrigerantes de Santarém, os responsáveis do Sindicato das Indústrias de Alimentação e Bebidas (SINTAB) e da Comissão de Trabalhadores da Unicer reuniram de manhã com a Câmara Municipal de Santarém.

“A Câmara vai continuar ao lado dos trabalhadores na sua luta, acompanhando o desenrolar da situação”, disse à Rede Regional o presidente da autarquia, Ricardo Gonçalves, acrescentando que o município já enviou ao Ministério da Economia uma carta a pedir explicações sobre o investimento de 7 milhões de euros que a Unicer terá efetuado, aquando do encerramento da fábrica de produção de cerveja, em2013.

Curiosamente, o atual ministro da Economia é António Pires de Lima, que era presidente da administração da Unicer quando o grupo tomou a decisão de fechar a fábrica scalabitana.

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