A Taxa de Desemprego alcançou em julho o valor mais baixo dos últimos 20 anos (5,8%) nesta época do ano, com a região de Lisboa e Vale Tejo a ser a que mais contribuiu para esta queda, com menos 0,6% relativamente ao mês anterior e menos 6,6% (7.056 pessoas), em termos homólogos com julho de 2024.
A descida foi generalizada, com o Norte (-2.084; -1,7%) e a Madeira (-1.306; -19,4%) a apresentarem bons valores, sendo o Alentejo a única exceção (com um acréscimo de mais 0,7%). O Norte continua a concentrar o maior número de desempregados (118.403; 40,4% do total), seguido de Lisboa e Vale do Tejo (99.317; 33,9%).
Segundo os dados, hoje revelados pela Randstad, uma das maiores empresas de talento do mundo, a população empregada aumentou em 17.400 pessoas face a junho, superando os 5,26 milhões de profissionais. Já as colocações do IEFP subiram 13,3% em termos homólogos, com os serviços a concentrarem 78,1% do total.
A informação é baseada em dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e da Segurança Social, relativos a julho de 2025. O número de desempregados é agora de 323.100 pessoas, menos 15.700 face a junho (-4,5%).
Em julho, o desemprego caiu de forma expressiva entre as mulheres (menos 10.900; -6%) e entre os homens (menos 4.800; -3,1%). Por faixa etária, verificou-se uma redução significativa no grupo dos adultos (25-74 anos), com menos 16.400 pessoas desempregadas face a junho (-6,2%). A exceção ocorreu entre os jovens (16-24 anos), onde se registou um ligeiro aumento de 700 desempregados (+1%).
Numa comparação homóloga, a tendência foi mais favorável: o desemprego diminuiu em todos os grupos populacionais, com reduções entre as mulheres (menos 5.500; -3,1%), os homens (menos 23.300; -13,4%), os adultos (menos 24.500; -8,9%) e também os jovens (menos 4.200; -5,2%).
REMUNERAÇÃO MÉDIA PERTO DOS 2 MIL EUROS
Segundo os dados da Segurança Social, a remuneração média declarada pelas entidades empregadoras foi de 1.927,22€ em junho, um valor influenciado pela sazonalidade, nomeadamente pelo pagamento do subsídio de férias. Ainda assim, este resultado representa um crescimento de +5,8% em termos homólogos.
Lisboa mantém-se como a região com os salários médios mais elevados (2.287,04€), seguida de Setúbal (2.062,55€). No extremo oposto, encontram-se Beja (1.618,61€) e Faro (1.584,50€), com uma diferença de 668,43€ face à capital.
































