O esforço financeiro exigido para arrendar uma casa em Portugal mantem-se elevado, situando-se numa média de 80% no quarto trimestre de 2025. Já na compra de habitação, a taxa de esforço nacional fixou-se nos 70%, segundo análise do portal imobiliário idealista.
Funchal (93%), Faro (90%) e Lisboa (84%) concentram os maiores esforços financeiros para arrendar e comprar casa, com Santarém a aparecer em 12º lugar entre os distritos portugueses, com um valor de 52%.
Já comprar casa em Portugal continua a exigir uma percentagem muito elevada do rendimento das famílias em várias capitais de distrito. Das 20 cidades analisadas, Lisboa é onde a compra de habitação representa o maior esforço financeiro, com uma taxa de esforço de 113%, seguida do Funchal (102%) e de Faro (97%). Santarém surge no 13º lugar, com (45%), sendo que, na maioria destas cidades, a compra de casa continua acima dos níveis considerados sustentáveis.
A taxa de esforço é um indicador que mede o impacto do custo da habitação no poder de compra do agregado familiar. No caso do arrendamento, calcula-se a taxa de esforço como a percentagem anual do rendimento líquido médio do agregado familiar destinada ao pagamento do arrendamento de uma casa. Os valores de arrendamento são obtidos diretamente da fonte de dados do idealista, que disponibiliza preços para cada cidade. Por sua vez, os dados do rendimento líquido familiar são fornecidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
No caso da compra de habitação, a taxa de esforço é calculada como a percentagem anual do rendimento líquido do agregado familiar destinada ao pagamento de um crédito habitação que segue características médias em termos de duração e taxa de juro. Recentemente, devido à descida nas taxas de juro, procedeu-se a uma atualização do cálculo com base nos dados publicados pelo Banco Central Europeu (BCE).

































