A Estradas de Portugal assinou na tarde desta quinta-feira, 30 de janeiro, o contrato com a empresa Domingos da Silva Teixeira para a intervenção estrutural na ponte rodoviária de Abrantes, empreitada que vai ter uma duração de 18 meses e um custo estimado de 2,9 milhões de euros.
A assinatura do contrato ocorreu no salão nobre da Câmara Municipal de Abrantes, onde a empresa pública e a autarquia prestaram alguns esclarecimentos face à complexidade da obra, principalmente no que se refere aos constrangimentos que vai causar à população e ao tecido económico local, e que estas entidades prometem tentar minimizar.
A intervenção, que vai arrancar em abril ou maio, segundo António Ramalho, presidente da Estradas de Portugal, tem em conta a importância regional desta ponte, que faz a ligação da cidade entre as duas margens do Tejo e a ligação entre a A23 e o norte alentejano.
A intervenção incidirá nas fundações e reforço dos pilares, reparação da estrutura metálica e das zonas de betão, repavimentação e impermeabilização do tabuleiro, sistemas de drenagem, colocação de guardas de segurança e juntas de dilatação, reparação do sistema elétrico e substituição de todos os elementos danificados bem como a limpeza de toda a ponte.
Com uma intervenção desta amplitude, há sempre constrangimentos que “a Estradas de Portugal tenta minimizar numa calendarização rigorosa dos trabalhos com o empreiteiro” sublinhou António Ramalho, sustentando, mesmo assim, que apesar de uma parte dos trabalhos sejam feitos durante a noite, haverá períodos em que a ponte vai estar cortada ao trânsito.
Há, em todo este processo, uma preocupação com a circulação automóvel, principalmente com os pesados, durante o período dos trabalhos, em que as alternativas serão a ponte Alvega / Mouriscas ou a ponte de Constância.
Maria do Céu Albuquerque, presidente da Câmara de Abrantes, salientou a importância desta intervenção que, como qualquer obra, traz constrangimentos, como problemas na circulação rodoviária e no turismo já que, neste período, o açude vai estar em baixo e, por consequência, serão 18 meses sem espelho de água no rio Tejo.
A autarquia está já a trabalhar num conjunto de medidas que visam minimizar os impactos desta obra na comunidade, como seja a criação de um posto móvel da autarquia em Rossio ao Sul do Tejo.
Outra das medidas é a abertura de uma frente negocial com a Rodoviária do Tejo no sentido de serem equacionados circuitos alternativos para as carreiras concelhias e com uma grande preocupação nos transportes escolares.
Uma das medidas que está a ser equacionada é os cidadãos e alunos terem transportes até à ponte, fazerem os 368 metros da ponte a pé e depois, na margem Norte, terem um autocarro que os transporte até às escolas ou centro da cidade.
Outra das opções é os autocarros fazerem a passagem do rio pela ponte de Alvega / Mouriscas, mas isso implicaria que os estudantes da margem sul tivessem de sair muito mais cedo de casa e, consequentemente, chegarem muito mais tarde.
Maria do Céu Albuquerque revelou ainda que a colocação de uma ponte militar não é possível e que a criação de uma travessia de barco também não, uma vez que durante a intervenção não vai haver espelho de água.
Os períodos de interdição do trânsito serão acordados entre a empresa e a Estradas de Portugal e comunicadas à autarquia, que criará mecanismos de divulgação dos mesmos junto da comunidade, através das juntas de freguesia, comunicados, internet e “mesmo com as faturas dos Serviços Municipalizados, tanto eletrónicas como em papel”, revelou Maria do Céu Albuquerque.
Quanto aos serviços de segurança e socorro, polícias e bombeiros, “são veículos prioritários e vão passar sempre na ponte, mesmo que tenha de ser em velocidade muito reduzida” garantiu António Ramalho.






























