Sex, 1 Março 2024

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NERSANT e jornalistas debatem papel dos media no desenvolvimento da região

A NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém organizou na sexta-feira, 12 de janeiro, no Centro de Negócios e Inovação de Rio Maior, uma conferência onde estiveram empresários, académicos e catorze jornalistas de diversos meios de comunicação da região.

A iniciativa, organizada em parceria com o Município de Rio Maior, a Desmor, os institutos politécnicos de Santarém e Tomar, e o ISLA Santarém, debateu a influência da comunicação social regional no desenvolvimento económico local, tendo sido abordadas também as muitas dificuldades que se colocam a jornalistas e empresas de comunicação.

Reconhendo o papel dos media regionais no desenvolvimento das empresas da sua região, influenciando diversos aspetos – visibilidade e reconhecimento, informação sobre oportunidades e desafios, atração sobre investimentos, entre outros – o presidente da direção da NERSANT, António Pedroso Leal, referiu que “as empresas da região precisam de uma comunicação social regional com preocupações regionais, que olhem e valorizem as empresas e os empresários no seu esforço de produzir riqueza, garantindo trabalho e rendimento a todos os intervenientes no processo produtivo”.

“A comunicação social regional consiste, também, em fazer a ponte entre empresa e comunidade, numa tarefa de dar a conhecer, enaltecer, motivar, criar compromissos e – através de um maior envolvimento do tecido empresarial – favorecer todos os envolvidos”, acrescentou Pedroso Leal.

Como anfitrião do evento, o presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Filipe Santana Dias, reconheceu que “o que não se comunica, não existe” e que “uma boa notícia” não é aquela que é favorável à instituição ou empresa a que diz respeito, mas sim baseada em critérios de “seriedade” e “isenção”.

Convidado para refletir sobre o tema, o ex-jornalista e atual investigador da Universidade da Beira Interior, Pedro Jerónimo, fez um diagnóstico à comunicação social regional no distrito de Santarém, numa visão aprofundada sobre a informação de proximidade e a sua importância nas sociedades.

“O valor do jornalista é a sua credibilidade, pelo que os meios de comunicação social produzem informação certificada. Os que não o fazem ajudam a desinformar”, referiu Pedro Jerónimo, acrescentando ainda que a comunicação social regional é “escrutinadora dos poderes locais, preservadora de identidades e memórias locais e construtora de pontes e agregadora dos interesses dos territórios e comunidade”.

Na mesa redonda, que juntou responsáveis de instituições de ensino superior e de jornais regionais, foram exploradas as diferentes perspetivas dos intervenientes em relação ao tema e foi unânime a crise vivida pela comunicação social, onde alguma da imprensa edita os seus conteúdos em função de critérios comerciais, em detrimento do dever de informar com isenção, rigor e seriedade.

Aberto à plateia, com diversas intervenções, o debate proporcionou ainda uma reflexão sobre oportunidades de financiamento dos media – dentro da legalidade – por parte das empresas, não só através da contratação de publicidade, mas também através da oferta de assinaturas aos seus colaboradores, fornecedores ou clientes.

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