Qui, 23 Maio 2024

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Ex-trabalhadores lutam pelo futuro da Lusofane

Vários ex-trabalhadores da Lusofane, uma empresa de fabrico de plásticos no Cartaxo que encerrou em Maio deste ano, organizaram uma ação de protesto em Santarém, junto ao local onde esta quarta-feira, 9 de outubro, se realizou uma Assembleia de Credores.

Apesar de estar atualmente em processo de insolvência com uma dívida acumulada que ronda os 14 milhões de euros, os trabalhadores acreditam que a empresa pode ainda ser viabilizada.

Segundo Vítor Antão, representante dos trabalhadores, apareceu entretanto um novo investidor – o Grupo Luplasa – que quer pôr a unidade industrial a laborar, mas para isso precisa de chegar a um acordo financeiro com os restantes credores.

O apelo é dirigido diretamente à Caixa Geral de Depósitos (CGD), não só por ser o maior credor da massa falida da Lusofane (cerca de 4 milhões de euros), mas também por se tratar do banco do Estado que pode ajudar a evitar o seu desmantelamento.

"A Caixa tem que mostrar flexibilidade para negociar com o novo investidor, ao invés de facilitar a vida a quem quer fechar de vez a empresa", salientou à Rede Regional Vítor Antão, explicando que, na primeira vez em que surgiu uma proposta para aquisição da Lusofane, a CGD nem sequer se pronunciou sobre o projeto de recuperação, o que provocou o seu abandono.

Segundo os trabalhadores, a nova proposta vem de um grupo sério e credível, ao contrário dos anteriores proprietários, a quem acusam de ter provocado a falência da empresa.

No início de 2012, segundo Vítor Antão, os principais acionistas de então, os espanhóis da PlomyPlas, deixaram de pôr dinheiro na empresa para a aquisição de matéria-prima, e foram deixando a situação arrastar-se até setembro, mês em que propuseram aos trabalhadores o "lay-off", "com o qual nunca cumpriram. Nunca pagaram nada aos trabalhadores".

Em Janeiro de 2013, a Lusofane entrou em processo de insolvência, mas alguns trabalhadores mantiveram-na a funcionar até 31 de maio, dia em que encerrou definitivamente as portas.

A Lusofane chegou a garantir mais de 60 postos de trabalho.

Mesmo no desemprego desde Maio, os ex-funcionários têm feito uma espécie de segurança privada às instalações da empresa, para evitar a retirada de maquinaria ou material.

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