As duas novas Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR’s) de Torres Novas e Riachos “refletem as preocupações ambientais e a sensibilidade dos autarcas que criaram e deram vida à Águas do Ribatejo”, disse o presidente do conselho de administração da empresa intermunicipal, Francisco Oliveira, na inauguração dos dois equipamentos.
A cerimónia, que decorreu na segunda-feira, 27 de julho, contou com a presença do ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, que deu o parabéns à Águas do Ribatejo pelo esforço na modernização dos sistemas de tratamento dos efluentes e adiantou ainda que estão previstos mais de 630 milhões de euros para o investimento em água e tratamento de esgotos no próximo pacote de apoios europeus, o Portugal 2020.
“Hoje, temos 50% das massas de águas em condições favoráveis, ao nível ecológico e químico, mas até 2020 queremos chegar aos 80%, e alcançar os 100% até 2027”, sublinhou.
Os dois novos equipamentos, que significaram um investimento de cerca de 8 milhões de euros incluindo o emissário de Riachos, têm como grande objetivo contribuir para a proteção do Paúl do Boquilobo e para a despoluição da bacia do Rio Almonda.
A ETAR de Riachos, mais voltada para o tratamento dos esgotos domésticos que corriam para os rios Almonda e Tejo, “é uma das obras mais relevantes deste programa de investimentos porque vai proteger os recursos naturais nesta zona protegida na Reserva Natural do Paul do Boquilobo, que integra a Rede Mundial de Reservas da Biosfera da UNESCO”, sublinhou o presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, Pedro Ferreira.
No que se refere Relativamente à ETAR de Torres Novas, Francisco Oliveira, presidente do conselho de administração da AR, adianta que “é uma ETAR vocacionada para o tratamento dos esgotos urbanos. Os industriais exigem outro tipo de tratamento específico para cada atividade”.
































Uma resposta
A despoluição do rio Almonda passa, do lado dos efluentes urbanos, pelas ETAR. Mas a responsabilidade dos políticos na poluição NÃO se limita à parte urbana mas ao todo. E neste aspecto estarão cumpridos os objectivos apenas nos 2 primeiros quilómetros (até à saída de Torres Novas) dos mais de 100 quilómetros que o Almonda tem. Não vejo por isso motivos para festejos de qualquer espécie. Este género de prática, ela própria poluidora noutradimensão, serian anedótica pois todos sabem a realidade Almonda quer na sua “ecologia” quer no impacto diário com as populações (um esgoto inqualificável a céu aberto), sabem as causas (total desprezo e desrespeito com a vida do rio e das populações por parte de algumas empresas, excesso de empresas de “tratamento” de resíduos num único local, haver um histórico de impunidade, etc) e os principais responsáveis (quem deixa isto acontecer, quem teria poderes para terminar isto – o poder político local e nacional).