Os elevados custos com a fatura da energia e o mau serviço prestado pela EDP foram duas das principais queixas deixadas pelos cerca de 40 empresários do concelhos de Benavente, Coruche e Salvaterra de Magos que participaram numa reunião de preparação para o Plano Estratégico Integrado (PTI) da Lezíria 2014-2020.
Paulo Azevedo, da Silvex, uma das maiores empregadoras do concelho de Benavente, considerou serem "inadmissíveis os prejuízos imputados às empresas devidos às constantes falhas no fornecimento de energia", apontando a melhoria deste serviço como um fator essencial para o aumento da produtividade e competitividade das empresas industriais e agrícolas da região.
As sucessivas demoras na orçamentação, construção e ligação de novos ramais foram outros exemplos apontados pelos empresários presentes, que chegaram a sugerir a realização de uma manifestação de indignação junto à EDP.
Do lado das autarquias, Dionísio Mendes, presidente da câmara de Coruche, e Carlos Coutinho, vice-presidente da câmara de Benavente, subscreveram as críticas à EDP, referindo que as Câmaras que dirigem tentam há anos junto da administração da empresa encontrar soluções, mas que pouco ou nada tem sido feito.
Sobre esta matéria, Maria Salomé Rafael, a presidente da direção da Nersant, afirmou que a situação é de tal forma grave que já levou esta questão ao Secretário de Estado da Energia, oara que a tutela tenha noção dos prejuízos acumulados pelas empresas.
Esta reunião, que decorreu no núcleo da Nersant do Sorraia, em Benavente, foi promovida pela associação empresarial e pela CIMLT com o intuito de encontrar formas de melhorar a competitividade das empresas da região no período de vigência do próximo quadro comunitário de apoio.
O excesso de burocracia e de legislação, a demora nos licenciamentos de novas atividades industriais, a carga fiscal elevadíssima, os atrasos nas revisões do PDM foram outros dos problemas apontados pelos empresários e autarcas.































