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União de Santarém quer construir complexo desportivo no Campo da Feira

uds cidade desportiva

Apesar de ainda não ter dinheiro nem potenciais investidores, e do clube manter dívidas ao fisco, direção da União Desportiva de Santarém decidiu avançar com o projeto de um complexo desportivo no Campo Emílio Infante da Câmara (Capo da Feira), no planalto da cidade, onde durante anos se realizou a Feira da Agricultura e ainda hoje se realiza o Festival Nacional de Gastronomia.

O projeto, feito pelo arquiteto Tomás Salgado, autor da “Cidade do Futebol”, uma obra da Federação Portuguesa de Futebol em Lisboa, onde atualmente se concentram as seleções nacionais da modalidade, prevê a construção de um campo de futebol de 11 com capacidade para 4.000 pessoas, que ficará no espaço do atual Campo Chã das Padeiras, mais dois campos de futebol de 11, um deles adaptável ao râguebi, um campo de futebol de 7 e dois de futebol de 5, a que se juntarão 5 campos de padel, um ginásio e um centro de formação desportiva.

A “cidade” desportiva que o clube pretende construir irá ocupar praticamente toda a área disponível do Campo Emílio Infante da Câmara, do atual campo Chã das Padeiras até à avenida Afonso Henriques, onde só a Casa do Campino permanecerá de pé.

O projeto prevê igualmente a construção de um restaurante e uma área de comércio e serviços, muitas zonas ajardinadas e cerca de 350 lugares de estacionamento.

Outra possibilidade, embora neste caso seja necessário chamar ao projeto a Santa Casa da Misericórdia de Santarém, proprietária do espaço, é a reconversão da actual praça de toiros Celestino Graça num pavilhão multiusos.

A apresentação pública do projeto foi feita esta quinta-feira, 15 de fevereiro, perante uma plateia com cerca de uma centena de sócios, simpatizantes e habitantes da cidade que, mesmo sem esconder dúvidas quanto à sua possibilidade de construção, se manifestou maioritariamente favorável ao projeto.

 

Câmara tem de ceder terrenos

uds cidade desp apresentaPara que o projeto avance, há várias condicionantes, as maiores delas que a Câmara de Santarém, proprietária dos terrenos, os ceda ao clube, e a forma de conseguir os cerca de 15 milhões de euros (estimativa inicial) necessários para as obras.

José Gandarez, presidente da assembleia geral do clube, que dirigiu a sessão de apresentação aos sócios, explicou que, para já, não há investidores nem qualquer acordo com a autarquia, apenas “conversas entre pessoas”, que incluíram membros de todos os partidos e movimentos políticos da cidade.

O recurso a fundos comunitários pode ser uma das soluções de financiamento, apesar de, como o próprio reconheceu, para já não existirem apoios para este tipo de equipamentos. “Não há mas podem vir a haver no futuro”, disse.

Sobre algumas soluções alternativas propostas por alguns dos presentes, como a possibilidade das infraestruturas desportivas que o clube necessita serem construídas na zona do Bairro Suíço, próximo da zona industrial da cidade, num terreno para onde esteve previsto um estádio municipal e que já está parcialmente infraestruturado, José Gandarez respondeu que o mesmo ficava fora da zona urbana da cidade, com prejuízo para a deslocação das crianças, e que não estava a ver nenhum investidor a querer avançar com um projeto naquela zona.

 

União avança para SAD

uds cidade desp apresentaNa apresentação do projeto da cidade desportiva, José Gandarez deu conta das últimas novidades do clube, que ainda recupera das graves dificuldades financeiras, mas que vai avançar para a constituição de uma Sociedade Anónima desportiva (SAD).

A medida foi aprovada pelos sócios a 31 de janeiro, numa assembleia geral extraordinária onde foram eleitos os órgãos sociais para o triénio de 2017 a 2019.

Uma resposta

  1. É certo que o sonho comanda a vida, é certo também que um projecto desta natureza faz falta à cidade e ao concelho, mas a ambição em excesso também pode ser má conselheira.
    Por outro lado a construção de mais espaços comerciais naquela zona implica a morte do já moribundo Centro Histórico de Santarém.
    Tenho muitas dúvidas sobre a doação com carácter definitivo de todos os terrenos previstos no projecto e não faz qualquer sentido a não inclusão da casa do Campino no redesenhar da cidade com o impacto que este projecto terá.
    O tempo, por vezes, é bom conselheiro…

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  1. É certo que o sonho comanda a vida, é certo também que um projecto desta natureza faz falta à cidade e ao concelho, mas a ambição em excesso também pode ser má conselheira.
    Por outro lado a construção de mais espaços comerciais naquela zona implica a morte do já moribundo Centro Histórico de Santarém.
    Tenho muitas dúvidas sobre a doação com carácter definitivo de todos os terrenos previstos no projecto e não faz qualquer sentido a não inclusão da casa do Campino no redesenhar da cidade com o impacto que este projecto terá.
    O tempo, por vezes, é bom conselheiro…

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