A Comissão Política Concelhia de Santarém da Juventude Social Democrata (JSD) está a recolher assinaturas para uma petição pública solicitando à Câmara Municipal de Santarém que, em conjunto com os produtores locais, promova a certificação IGP (Indicação Geográfica Protegida) para a carne de capado de Amiais de Baixo.
Esta carne, proveniente de caprinos da raça serrana capados à nascença, é uma tradição enraizada na freguesia e representa um património gastronómico, cultural e social único. Nos últimos anos a freguesia tem realizado o Festival do Capado, que atrai inúmeros visitantes à freguesia em busca deste prato típico.
A certificação IGP identifica produtos que possuem qualidades específicas atribuídas à sua origem geográfica, exigindo que, pelo menos uma fase da produção, ocorra na região delimitada, e é um instrumento já utilizado no distrito com bons resultados na preservação de práticas secular e na valorização de produtos regionais.
A JSD de Santarém acredita que esta iniciativa, que se espera a primeira de várias iniciativas de valorização da produção e gastronomia local, serve um propósito fundamental ao aproximar o cidadão da proposta política e ao fundamentar por consulta popular um processo de valorização da cultura escalabitana.
O presidente da Comissão Política da JSD de Santarém, Pedro Melão, refere que “viver num concelho rico em tradições e costumes acarreta uma responsabilidade adicional em preservar e promover essas mesmas tradições, inicialmente para que se preservem no tempo e de seguida para que possam ser partilhadas e promovidas”.
“Ao contactar com militantes de Amiais e ao falar com muitas pessoas que lá vivem, entendemos que a certificação da carne de capado é um passo essencial para a preservação desta tradição”, acrescentou.
Já o presidente da Mesa da Assembleia de militantes da JSD, Paulo Oliveira, defende que “o direito à petição, com consagração constitucional, mantém-se como um dos instrumentos democráticos de excelência para a aproximação política dos cidadãos à tomada de decisão”. Em sua opinião, “a proteção do património gastronómico escalabitano ombreia com a natureza da petição pública, pelo que foi imediata a nossa opção por esta iniciativa”.































