A Associação de Futebol de Santarém vai cumprir o decreto-lei 216/2012, que estabelece o regime de policiamento de espetáculos desportivos e acaba com o policiamento obrigatório nos jogos de “competições de escalões juvenis e inferiores”.
A medida, que entra em vigor já esta sexta-feira, 9 de novembro, está a ser contestada por alguns setores, com a posição mais forte a ser assumida pela Associação de Futebol de Lisboa, que decidiu suspender todos os campeonatos distritais, por o governo não ter suspendido a entrada em vigor do referido decreto-lei.
Num comunicado oficial enviado hoje aos clubes, a Associação de Futebol de Santarém chama a atenção dos clubes para “a necessidade imperiosa de, na ausência de policiamento, garantir a presença de um responsável da segurança pelo clube visitado, os quais devem cumprir os requisitos previstos”.
Remetendo para mais tarde “diretrizes complementares com o intuito de melhor otimizar os procedimentos”, a AFS acrescenta que “nesta fase transitória, no caso de haver alguma ocorrência a registar, devem os responsáveis da segurança informar a Associação de Futebol de Santarém” através de modelo próprio.
O assunto pode no entanto não ficar por aqui. Há vários árbitros que não estão satisfeitos com a medida e há quem defenda que os homens do apito não devem dirigir esses jogos. Na Guarda, por exemplo, a esmagadora maioria das equipas de arbitragem informaram o Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol local da sua indisponibilidade para arbitrar jogos.
A Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) também tem dúvidas sobre a lei nomeadamente com o que poderá acontecer com os árbitros mais jovens, que ainda estão a crescer e eu poderão não saber gerir as situações que, sem policiamento, possam surgir.
Para prevenir eventuais problemas, a Federação Portuguesa de Futebol vai criar um gabinete de segurança para recolher e publicar os dados relativos a violência nos jogos das suas competições.
O decreto-lei 216/2012 refere que se o policiamento for requerido, de forma justificada, os encargos serão suportados pelos respetivos promotores. Uma agressão de um espectador a um árbitro será, a partir de agora, razão para dar por terminado um jogo.





























