A agressão, que terá ocorrido quando o árbitro não estava a ver mas que foi confirmada por um dos auxiliares, obrigou a que o jogador fosse assistido no Hospital de São José, em Lisboa, com suspeitas de fractura do maxilar.
Segundo a versão do clube das Fazendas de Almeirim, Alexandre Matos “saiu de ambulância para o hospital após agressão violentíssima, bárbara, hedionda, selvagem, cruel”.
Na mesma descrição, publicada na página de Facebook do clube, os responsáveis do Fazendense garantem que “não foi um acidente ou uma entrada dura. Foi um ação cruel e desprezível de um atleta, que aproveitando o árbitro virar costas agrediu o Alexandre Matos, quando a bola estava do outro lado do campo.”
“O Futebol não é isto!!! Acidentes acontecem. Entradas duras acontecem. Malandros sabemos que existem. Mas é inqualificável esta ação inumana”, pode ler-se na mesma publicação, onde os responsáveis do clube de Almeirim elogiam o comportamento e o apoio de alguns elementos do Samora Correia.
Já esta segunda-feira, também em comunicado na sua página do facebook, o Grupo Desportivo Samora Correia “repudia e condena o ato de violência”, e mostra-se “solidário com o adversário, com a família do atleta e sobretudo com o atleta em causa”, a quem deseja “uma rápida recuperação, estando à disposição para colaborar no apuramento de responsabilidades”.
Paralelamente, o clube garante que “irá agir internamente, na forma própria e dentro dos limites que lhe são permitidos”.
“Situações desta natureza não dignificam o desporto, nem são representativas do futebol em particular. O Grupo Desportivo Samora Correia continuará sempre a defender que a cultura de medo, de conflito e de violência deve ser banida dos campos, dentro ou fora dos mesmos”, refere a mesma nota.
No jogo jogado – que acabou por ser o menos importante – o Samora Correia venceu o Fazendense por 3-1.































