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Federação investiga professor da Scalabisport

O conselho de disciplina da Federação Portuguesa de Natação (FPN) está a analisar o caso de um professor de natação da antiga empresa municipal Scalabisport (hoje integrada na Viver Santarém), que é suspeito de ter exercido funções sem estar devidamente inscrito e autorizado por este organismo para o desempenho do cargo.

A situação foi denunciada à FPN no início de Outubro pelo pai de uma aluna da classe de infantis da Escola Municipal de Natação de Santarém (EMNS).

A própria federação, na primeira resposta à participação, confirma que "Tiago Miguel Carriço Simões não foi agente filiado" nas épocas 2010/2011 e 2011/2012, facto que não o impediu de ser o responsável pelas classes de competição dos escalões mais jovens da Scalabisport.

Num segundo e-mail enviado ao autor da queixa, a FPN acrescenta que a denuncia foi "remetida ao Conselho de Disciplina para apreciação e eventual deliberação", pelo que se aguarda pela decisão deste organismo.

Treinador diz-se surpreendido e lamenta nem sequer ter sido ouvido

Contactado pela Rede Regional, o treinador em questão mostra-se surpreendido com a situação que o envolve e afirma desconhecer oficialmente estar a ser alvo de qualquer processo disciplinar a nível do órgão máximo da natação em Portugal.

Licenciado em educação física pela Escola Superior de Desporto de Rio Maior e técnico na EMNS há oito anos, Tiago Simões garante que sempre entregou todos os documentos que lhe foram exigidos, possuindo, neste momento, a cédula profissional obrigatória para exercer a sua profissão.

Na época passada, houve uma alteração legislativa que obrigou à reavaliação dos graus dos treinadores de natação, tendo a Associação de Natação do Distrito de Santarém (ANDS) chamado a atenção do técnico e da Scalabisport para a impossibilidade de aceitar a sua inscrição como treinador de grau II.

No entanto, Tiago Simões afirma que reentregou novamente toda a documentação, e foi-lhe emitida a respectiva cédula de treinador de grau I, que só se tornou "obrigatória desde Outubro do presente ano", segundo explica.

Também ouvido pela Rede Regional, o presidente do conselho de administração da Viver Santarém, Luís Arrais, começa por afirmar que o treinador em questão está devidamente inscrito esta época, mas que "no que diz respeito à filiação das épocas transactas, foi enviado um email à Federação Portuguesa de Natação para que nos fosse dada uma resposta sobre esta situação".

Luís Arrais sublinha ainda que Tiago Simões "é um excelente técnico" e cumpre todos os requisitos legais para exercer as funções na empresa municipal, pelo que mantém a sua inteira confiança.

Autor da queixa quer caso investigado até ao fim

O autor da participação à FPN, a que a Rede Regional teve acesso, considera extremamente grave que o treinador – durante dois anos – tenha acompanhado as classes de infantis da EMNS em campeonatos nacionais sem o poder fazer, o que, na sua opinião, configura uma infracção disciplinar muito grave.

Segundo o regulamento disciplinar da própria FPN, "todo o treinador que se apresente num campeonato nacional sem para tal ter o grau exigido para coordenar a equipa… comete infracção disciplinar punível com pena de suspensão da actividade desportiva de 2 meses a 1 ano".

E o "grau exigido para coordenar a equipa" é outra das questões levantadas na denúncia, uma vez que Tiago Simões é técnico de grau I de natação pura e os regulamentos da FPN e da ANDS exigem pelo menos o grau II para exercer funções de coordenação técnica dos respectivos escalões e para poder estar no cais da piscina junto aos atletas, durante a realização das provas.

Ou seja, segundo o queixoso, o treinador não só não esteve inscrito na FPN durante duas épocas, como exerceu e continua a exercer funções para as quais não está habilitado.

Esta questão também já foi levantada junto da ANDS, que, através de um mail assinado pelo seu presidente, João Loureiro, informou que "está a ser feito um apuramento dos factos", e que o assunto irá ser levado a reunião de direcção deste organismo.

A Rede Regional pediu esclarecimentos à FPN através do seu gabinete de imprensa, que até ao momento não deu qualquer resposta às questões que lhe foram colocadas.

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