Sex, 23 Fevereiro 2024

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Académica de Santarém acusa U. Almeirim de contratar atletas de forma ilegal

aas ufca

Os dirigentes da Associação Académica de Santarém acusam a direção do União de Almeirim de ter recorrido a um esquema ilegal para levar 6 atletas do clube sem pagar as quotas de transferência definidas por lei, que ascenderiam a quase 1.500 euros.

Segundo a queixa da “Briosa”, entregue na sexta-feira, 13 de outubro, na Associação de Futebol de Santarém, para escapar ao pagamento das quotas de transferência, que sofrem um aumento progressivo a partir do terceiro jogador, o União de Almeirim inscreveu dois atletas no Atlético de Pernes e outros dois no Benfica do Ribatejo, clubes que funcionaram com uma espécie de barriga de aluguer, e que depois aceitaram transferir os jogadores para a formação almeirinense.

Com este subterfúgio, o clube de Almeirim inscreveu diretamente apenas dois atletas oriundos da Académica, pelo que nada teria a pagar à Académica de Santarém.

No entanto, os dirigentes do clube escalabitano apresentam várias provas, desde a despedida dos jogadores nas suas páginas nas redes sociais a dizerem que seguiam para o União de Almeirim, até a publicações do próprio União na sua página confirmando a contratação dos atletas.

A queixa refere mesmo um documento do Atlético de Pernes, assinado pelo seu presidente, onde está claro que o clube foi usado para inscrição de dois jogadores, garantindo que os atletas nunca passaram pelas suas instalações.

“Conforme se verifica, o clube UFCA, de forma a tornear os regulamentos, (…) planeou e organizou um subterfúgio que, obviamente, não poderá ser permitido e valorizado”, refere a queixa academista, que reafirma que a ação do Almeirim é “ilegal face aos regulamentos” e “imoral face àquilo que devem ser as relações entre os clubes”.

O presidente da Académica, António Torres, diz que não pode compactuar com este tipo de atuações e afirma que se a associação e a federação acharem que esta forma de atuar está correta, então está a mais no futebol e vai agir em conformidade.

“Fomos buscar 9 miúdos ao Soccer Scalabbis e, de acordo, com o regulamento, temos a pagar cerca de 3.500 euros euros. Fui falar com os responsáveis do Soccer e cheguei a um acordo com eles”, garante António Torres, acrescentando que situação semelhante se passou com o Sport Lisboa e Cartaxo.

“O presidente do Almeirim tem meu telefone mas nunca me ligou”, garantiu ainda António Torres, sublinhando igualmente que nunca nenhum pai lhe falou a dizer que miúdo se sentia mal e queria ir embora.

 

Associação de Futebol de Santarém analisa queixa esta terça-feira

Em declarações à Rede Regional, o presidente da Associação de Futebol de Santarém (AFS), Francisco Jerónimo, confirma a entrada da queixa mas diz que a mesma só será analisada esta terça-feira, numa reunião da Comissão Executiva, que decidirá se o assinto segue, ou não, para a Federação Portuguesa de Futebol.

Francisco Jerónimo esclarece que a lei que define as quotas de transferência foi feita para compensar quem fica sem jogadores e que ele próprio explicou a nova regulamentação aos clubes, numa reunião realizada a 16 de setembro.

Jerónimo desconhece qualquer pedido de parecer oficial feito pelo União de Almeirim sobre este assunto mas diz que não pode garantir que nenhum funcionário o tenha feito de forma verbal.

A Rede Regional tentou, por várias vezes e de várias formas, chegar ao contacto com o presidente do União de Almeirim, André Mesquita, mas tal não foi possível até ao momento.

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