O presidente da Câmara de Santarém, João Teixeira Leite, assinou esta quinta-feira, 3 de abril, a escritura de compra do terreno e ruínas do antigo Teatro Rosa Damasceno, no centro histórico de Santarém.
“Muitas décadas depois cumpre-se um sonho. Agora vamos trabalhar no projeto para que a Casa das Artes e Cultura de Santarém seja uma realidade”, refere João Leite, referindo-se à aquisição deste edifício emblemático para várias gerações.
A assinatura da escritura coloca ponto final num processo com cerca de três décadas, ao longo das quais a autarquia tentou adquiri o imóvel, sempre sem sucesso. Até que, como a Rede Regional avançou na altura, a 28 de fevereiro deste ano, o município exerceu o direito de preferência na aquisição do Teatro Rosa Damasceno. A Câmara cobriu a proposta de 190.105,50 € apresentada dias antes por um particular, no leilão eletrónico que procedeu à venda do terreno e ruínas do espaço que, durante largos anos, serviu de sala de espetáculos, teatro e cinema.
A escritura hoje assinada foi justamente de 190.105,50€, e, agora na posse do terreno, a autarquia vai trabalhar para que ali construir a futura Casa das Artes e Cultura de Santarém. “Durante os próximos meses apresentaremos o estudo prévio para a concretização desta importante obra”, prometeu João Leite em final de fevereiro.
Caso avance como está atualmente previsto, o projeto da Casa das Artes e Cultura incluirá o Rosa Damasceno e as antigas instalações do Banco de Portugal e da Divisão de Cultura da Câmara de Santarém, situadas ao lado do antigo cineteatro. Um projeto que tem custos previstos superiores a dois milhões de euros, que poderão contar com fundos comunitários do programa Portugal 2030.
EM RUÍNAS DESDE 2007
O cineteatro Rosa Damasceno, cuja construção se iniciou em 1877 e funcionou como teatro (e mais tarde também cinema) até 1999, está classificado como imóvel de interesse público desde 2002. Em 2004, foi adquirido pelo Grupo Enfis, liderado pelo empresário Joaquim Rosa Tomaz, ao Clube de Santarém, que, em troca, recebeu lotes de terreno no concelho de Almeirim.
O processo foi contestado pela Câmara Municipal de Santarém, que tentou, sem sucesso, adquirir o imóvel, mesmo tendo direito de preferência no negócio. Mais tarde, a autarquia apresentou também duas propostas para adquirir o imóvel à massa insolvente da Enfis, Hotelaria e Turismo, ambas igualmente recusadas.
A 10 de março de 2007, um incêndio destruiu parcialmente o edifício, tendo resistido apenas a fachada e a estrutura interna em betão. O espaço está devoluto e em ruínas deste então.


































Uma resposta
Finalmente parece haver uma luz ao fundo do túnel. Vamos ver é se não será mais uma EPC