A Sinagoga de Tomar, monumento nacional classificado desde 1921, vai entrar em obras no próximo ano, com vista a dar àquele espaço as condições necessárias para cumprir devidamente a sua função, ele que é um dos monumentos mais visitados da cidade.
A apresentação das ideias para o futuro do templo hebraico, construído em meados do Século XV, sendo assim o mais antigo atualmente existente em Portugal, foi feita esta segunda-feira, diz 17, na sessão que juntou no salão nobre do Município a embaixadora de Israel, o primeiro secretário da embaixada da Noruega e o secretário-geral da Rede de Judiarias de Portugal.
A primeira fase da obra, que consistirá na recuperação física do edifício, será apoiada pelo reino da Noruega, com 150 mil euros. Posteriormente, pretende-se recuperar todo o conjunto arquitetónico, incluindo a zona de banhos rituais, que está preservada tal como ficou aquando das escavações arqueológicas, de modo a torná-la também visitável e a acolher todo o espólio do Museu Luso-Hebraico Abraão Zacuto, atualmente disperso entre os arquivos municipais, o Instituto Politécnico e a própria Sinagoga.
A presidente da Câmara de Tomar, Anabela Freitas, realçou a importância do momento que fica a simbolizar a aposta efetiva da edilidade num dos seus mais importantes legados históricos, mas que não se limita a esta obra, passando também por um estreitar de relações com Israel e com toda a comunidade judaica
































