A caminho da sua 5ª edição, chama-se agora Festival Internacional de Folclore, Cultura e Artes (FIFCA), tem um novo modelo que deixou de girar em torno apenas do folclore, e passa a entrar nos domínios da arte urbana, da pintura, da fotografia e de outras formas contemporâneas de expressão artística.
É este o novo conceito do FIFCA 2016, que se realiza entre os dias 18 e 25 de abril, mantendo a sua base no concelho de Almeirim, mas estendendo-se aos municípios vizinhos de Alpiarça, Benavente, Coruche e Salvaterra de Magos, cada um deles com uma programação própria.
Para já, estão confirmadas presenças de grupos etnográficos da Lituânia, Polónia, Ucrânia e Turquia, podendo, até ao início do certame, serem incluídas mais representações estrangeiras, segundo o que foi divulgado pela organização na conferência de imprensa de apresentação do FIFCA, que decorreu no W Shopping, em Santarém.
Cada um dos concelhos que vai acolher representações estrangeiras terá uma programação própria, num festival que se desenrola ao longo dos oito dias com atividades simultâneas em vários locais, oficinas de dança para partilha de experiências e galas de folclores com todos os grupos presentes.
Voz do UHF é o padrinho do festival
O FIFCA regressa renovado em 2016 com um padrinho de peso: António Manuel Ribeiro.
O vocalista dos UHF, na conferência de imprensa, explicou que aceitou o convite da organização “em nome da descentralização da cultura” e numa homenagem às suas raízes ribatejanas.
O pai de António Manuel Ribeiro, que cresceu em Almada, era natural de uma pequena aldeia no concelho de Torres Novas, Rendufas, que o músico visitava com regularidade quando era miúdo, guardando ainda histórias e memórias desse tempo.
Afirmando-se conhecedor “do país real, do país das pessoas e da tradição”, o vocalista dos UHF ser quase uma obrigação apoiar os acontecimentos culturais fora dos grandes centros urbanos, como é o caso deste festival.
Foi ainda anunciado que António Manuel Ribeiro dará um concerto acústico no dia 23 de abril, no pavilhão desportivo de Benfica do Ribatejo, freguesia do concelho de Almeirim que foi praticamente o berço do FIFCA, há oito anos atrás.
“O Mundo Aqui tão Perto”
A expressão “o mundo aqui tão perto” continua a descrever o espírito de um festival que se abriu a novas formas de expressão artística, e surge com uma programação oficial com propostas para todos os gostos.
No campo da arte, destaque para o projeto “Route 118”, que promete trazer o desenho e a pintura muralista para as paredes das aldeias, vilas e cidades da charneca ribatejana que participam no FIFCA e que têm a Estrada Nacional 118 como denominador comum.
No campo da fotografia, há três exposições temáticas e um concurso de fotografia para o registo das melhores imagens da edição de 2016, uma exposição de pintura e uma mostra de arte e design, envolvendo vários artistas e criadores da região.






























