Da Síria à Palestina, passando pela Reboleira e pelos bairros sociais de Paris, a oferta começa a 7 de outubro, com, Para Sama, filme que mostra o conflito na Síria através do olhar de Waad al-Kateab, uma jovem apanhada no meio do terrível conflito de Alepo.
De câmara na mão, entre 2012 e 2017, ela filma tudo à sua volta e transforma essas imagens num documentário profundo e emocionante que é uma carta de amor à sua filha, Sama. O filme ganhou o prémio L´Oeil d´Or no Festival de Cinema de Cannes, o Bafta para melhor documentário e foi nomeado ao Óscar na mesma categoria.
No dia 14, é a vez do bairro da Reboleira, no concelho da Amadora, que chega ao ecrã pelo olhar de Basil da Cunha, realizador luso-suíço, habitante do bairro, que ganhou o prémio de melhor longa-metragem no Festival Indie Lisboa 2020 com o filme O Fim do Mundo.
Uma semana depois, a 21 de outubro, é a vez dos subúrbios de Paris, através do filme Os Miseráveis, que se debruça sobre as guerras de poder nos bairros problemáticos e põe em evidência a violência policial e abuso de poder.
A terminar o mês vem a Palestina mas em forma de comédia. Elia Suleiman, realizador e protagonista reflete sobre o peso da identidade e nacionalidade em O Paraíso Provavelmente, um conto burlesco no qual o realizador coloca uma questão fundamental: onde nos podemos sentir “em casa”?
































