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A jornada é de 180 quilómetros e inicia-se na manhã desta terça-feira, 23 de setembro.

Eduardo Jorge, um tetraplégico de 52 anos que reside na aldeia de Ribeira do Fernando, Concavada, concelho de Abrantes, promete cumprir a distância que o separa do Ministério da Solidariedade e da Segurança Social na sua própria cadeira de rodas, numa viagem que serve para lembrar o governo de que há promessas por cumprir.

Há cerca de um ano atrás, o homem tentou dar início a uma greve de fome à porta da Assembleia da República, tendo sido demovido por Agostinho Branquinho, secretário de Estado da Segurança Social, que lhe prometeu dar início ao processo legislativo da Vida Independente.

"É inacreditável como de lá para cá nada foi feito. Mas eu estou aqui para lembrar ao secretário de Estado e ao governo que o prometido é devido", disse à Rede Regional Eduardo Jorge, que se diz preparado para tudo e consciente dos riscos que vai correr, ao longo de um percurso que será feito por estradas nacionais.

"É óbvio que sei os riscos que corro, mas eu não sou daqueles de ficar em casa, de braços cruzados, à espera que as coisas aconteçam", acrescentou, enquanto planeava a viagem de três dias, que tem duas paragens para pernoitar em Almeirim e Alverca do Ribatejo.

O tetraplégico luta pela implementação da chamada Vida Independente, um novo corpo legislativo que dá aos portadores de deficiência a hipótese de escolherem os seus próprios cuidadores de acordo com as suas necessidades específicas, e permanecendo no seu ambiente familiar.

Na situação atual, "qualquer deficiente é obrigado a ir para um lar de idosos, onde se fica praticamente à espera da morte. Além de não existirem vagas, a maioria deles não está preparado para lidar com a deficiência nem responde às especificidades de cada caso", afirma Eduardo Jorge, explicando que o governo pode entregar o dinheiro com que subsidia as instituições sociais diretamente a quem sofre de deficiência, dando-lhe a possibilidade de pagar a quem poderá cuidar dele.

Entre as muitas questões que não fazem sentido, está o facto do Estado atribuir aos lares residenciais 951 euros por cada utente internado, mas dar até um máximo de 177 euros para o mesmo portador de deficiência contratar alguém para o assistir em casa.

"A Vida Independente já existe noutros países europeus. O que nós queremos é a possibilidade de escolher, porque está na altura do Estado deixar de decidir por nós", diz Eduardo Jorge, lembrando que, desde outubro de 2013, houve apenas uma reunião com o governo sobre uma matéria que prometeu legislar, e feita a pedido do Movimento dos (d)Eficientes Indignados.

"Eu recuso-me a viver desta maneira", desabafa Eduardo Jorge, que é tetraplégico há 24 anos, desde que um acidente de viação em 1991 o atirou para uma cadeira de rodas.

Como sempre se recusou em resignar-se à sua condição de deficiente, é hoje funcionário da União de Freguesias da Concavada e Alvega, e acabou há poucos meses a sua licenciatura em serviços sociais.

Conta chegar a Lisboa na quinta-feira, dia 25, onde vários outros portadores de deficiência ligados aos (d)Eficientes Indignados se juntarão a ele para um protesto à porta do Ministério da Solidariedade e da Segurança Social.



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