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Os principais líderes do poder local democrático deram uma triste imagem de si próprios ao terminar o congresso extraordinário realizado em Santarém no meio de um coro de assobios, precedido por ofensas, palavrões, trocas de insultos, abandono de autarcas da sala e interrupções constantes aos que tentavam usar da palavra.

O ambiente de crispação foi de tal ordem que o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Fernando Ruas, nem sequer teve a oportunidade de proferir o habitual discurso de encerramento, depois do presidente da mesa do congresso, Mário de Almeida, ter dado por terminado os trabalhos à pressa, pelas 20h15 da noite, e já com os ânimos bastante exaltados.

A barafunda instalou-se após as intervenções dos congressistas inscritos para usar da palavra, quando vários autarcas, na sua maioria afectos ao PSD, começaram a questionar a forma como Mário de Almeida, presidente da Câmara de Vila do Conde, estava a dirigir os trabalhos, levantando dúvidas acerca da existência de quórum na sala ou criticando a forma como estavam a ser votados vários pontos das moções para serem incluídos nas conclusões finais.

Sentado na mesa oficial do congresso, o autarca vilacondense chegou mesmo a envolver-se numa acesa troca de palavras com Jaime Marta Soares, presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares, com Mário de Almeida a dizer mesmo que não "levava lições de um qualquer Jaime Soares".

A partir daqui, os ânimos entre eleitos afectos ao PSD e ao PS foram aquecendo e deram origem a várias as interrupções, a maioria delas ruidosas e embaladas por coros de assobios da plateia, sempre que eram feitas à mesa perguntas acerca do regulamento interno do congresso, quando se discutiam alterações às moções.

Depois de quase uma hora de discussão acerca de pormenores, e com muitos abandonos da sala pelo meio, Mário de Almeida deu por terminados os trabalhos à pressa, informando que as conclusões do congresso foram aprovadas com 115 votos a favor, 76 abstenções e sem votos contra.

Ao anunciar os resultados e antes de se levantar do lugar onde permanecia visivelmente irritado, o autarca garantiu ainda que a jurista da ANMP contou 371 congressistas inscritos na plateia, que somados aos membros da mesa, garantiram o quórum necessário para validar as decisões.

Mais informação em:

Poder local ameaça endurecer contestação



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