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A inauguração da nova rosácea do Convento de São Francisco foi o último acto público de Francisco Moita Flores enquanto presidente da Câmara Municipal de Santarém.

Ainda não é conhecida a data em que a suspensão do mandato entra oficialmente em vigor, mas o autarca despediu-se dos scalabitanos nas três cerimónias oficiais a que presidiu no domingo, 10 de Junho: a inauguração do parque desportivo do Atlético de Pernes, a requalificação do largo da Igreja de Santa Cruz, na Ribeira de Santarém, e a colocação da rosácea na parede frontal do Convento de São Francisco, uma obra de arte em cantaria que o próprio classificou de “bela, digna e sublime”.

“Foi difícil ficar com este convento, muitos se recordarão que foi uma luta terrível para que voltasse ao colo de Santarém”, lembrou o presidente, sublinhando que o monumento, depois das primeiras obras de requalificação feitas pela Câmara, abriu as portas ao público “precisamente há três anos”, quando a cidade acolheu as comemorações nacionais do 10 de Junho.

“É o monumento mais emblemático da cidade, mas tinha um buraco. Uma vergonha que estava aos olhos de todos, mas que nós fechámos, para lhe devolver a dignidade”, afirmou Moita Flores, sublinhando que se trata de uma obra que fecha o ciclo desta primeira fase de recuperação que a Câmara lhe dedicou.

“É um dia grandioso para a minha alma. É uma conquista de vida e é com ela que parto de uma cidade que levo no coração”, disse Moita Flores, que se despediu com uma expressão de São Francisco de Assis: “boa tarde, boa gente”.

A presidência da Câmara será assumida nos próximos dias pelo vereador Ricardo Gonçalves, número dois da lista com que o PSD venceu as últimas eleições autárquicas em Santarém.

Uma obra “que ninguém sabia bem como fazer”

“O trabalho começou há cerca de um ano, com uma pesquisa intensiva sobre uma obra que ninguém sabia bem como fazer”, explicou a autora da rosácea, Cristina Maria, confessando que o produto final acabou por lhe “sair da alma”.

“Talvez a ausência de elementos para nos basearmos tenha sido um factor positivo porque permitiu que o nosso coração falasse mais alto”, acrescentou a mestre em cantaria durante a cerimónia, onde elogiou toda a equipa que contribuiu para a concretização desta obra paga pela Fundação Montepio, ao abrigo do regime do mecenato cultural.

“Tivemos a felicidade de encontrar quem teve a capacidade de criar esta nova rosácea”, afirmou o presidente da Fundação, António Tomás Correia, que elogiou também a Câmara de Santarém por, “há cerca de dois anos, quando surgiu a oportunidade de concluir a reconstrução da fachada do convento, ter sabido interpretar a vontade do Montepio” e ter tratado de tudo para que a mesma se “tenha tornado uma realidade”.



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