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O Bloco de Esquerda de Abrantes considera “inacreditável” a passividade das autoridades face à poluição provocada por uma célula de Resíduos Industriais Banais (RIB) que está no interior do Aterro Sanitário Intermunicipal de Abrantes, descoberta no passado mês de abril.

Passados quatro meses, ninguém ainda conseguiu apurar em concreto de quem é a responsabilidade da sua manutenção e desinfeção, bem como subsistem dúvidas acerca do facto de estar a poluir uma barragem a cerca de um quilómetro e meio de distância.

Em comunicado, o BE recorda que os problemas foram identificados a 14 de abril último, durante uma visita ao local em que participaram Armindo Silveira, eleito local pelo Bloco, um elemento da Quercus, o vereador do ambiente da Câmara de Abrantes e dois responsáveis da Valnor, que gere o aterro.

Confirmou-se “a existência de escorrência de água lixiviada oriunda de uma célula para uma linha de água no exterior”, explica o BE, acrescentando que “a célula RIB, por não estar impermeabilizada na superfície, foi acumulando água das chuvas e outras até transbordar”.

Os responsáveis da Valnor, de acordo com o mesmo documento, “afirmaram que embora tenham vindo a reparar os taludes desta célula, ela não é de sua responsabilidade, nem tão pouco sabem de quem seja”, e confirmaram a existência de uma barragem à qual “fazem análises periódicas e que os valores estão dentro dos parâmetros legais”.

Numa sessão da Assembleia Municipal, ainda em abril, a presidente da Câmara de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque, informou apenas que uma empresa do grupo Lena Ambiente, em 2006, ficou incumbida da sua manutenção mas que não sabe quem a construiu, nem quando deixou de ser monitorizada.

Por ter depositada uma quantidade indeterminada de lamas e milhares de litros de água negra que se suspeita serem oriundos do aterro sanitário, o SEPNA da GNR foi chamado ao local da barragem.

Questionado pelos deputados do BE no Parlamento sobre o assunto, em julho, o Ministério do Ambiente prometeu uma vistoria técnica ao local por elementos da Agência Portuguesa do Ambiente e a CCDR-LVT, que garantiram “não ter histórico sobre a instalação referenciada”.

Das diligências efetuadas e dos seus resultados, nada se sabe, o que leva o BE a não se conformar “com o silêncio que impera sobre este assunto”.

“Enquanto não forem apuradas responsabilidades, corrigidas ou eliminadas irregularidades, paira um clima de suspeição sobre diversas entidades a quem cabe dissipar quaisquer dúvidas”, afirma os bloquistas, que exigem quem assumirá “a despoluição da barragem caso se confirmar a existência de lixiviados e lamas”.

“O Inverno aproxima-se e a escorrência pode repetir-se”, sustenta o BE de Abrantes, sublinhando que “até hoje, nada se sabe sobre as características perigosas ou não do que está depositado na referida barragem.



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