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Santana-Maia Leonardo

Santana Maia LeonardoO que se espera de um governante ou de um autarca é que aja como um bom administrador de condomínio, ou seja, causando o mínimo incómodo aos condóminos na fruição da sua fracção e das partes comuns. E, caso seja necessário levar a cabo uma intervenção de fundo, a mesma deverá ser programada não só para causar o mínimo incómodo mas sobretudo com o propósito de não se voltar a repetir tão depressa.

Acontece que eu estou quase com 60 anos de idade e os presidentes de câmara de Lisboa ainda não me permitiram que eu pudesse ir à Baixa sem estar constantemente a tropeçar num estaleiro de obras, obrigando-me alterar percursos, a perder tempo, anos de vida e paciência. Os autarcas de Lisboa trazem o condomínio permanentemente em obras, não dando aos cidadãos um minuto de sossego e de tranquilidade, achando-se no direito de destruir e alterar a cidade, a seu bel-prazer, sem dar satisfações a ninguém como se cumprissem um mandato divino.

O actual presidente da câmara de Lisboa quer agora transformar a capital do império onde tudo se concentra e onde toda a gente é obrigada a ir numa cidade residencial e de lazer. Ou seja, o país inteiro é obrigado a ir a Lisboa porque é lá que estão todos os centros de decisão e, como se isso não fosse já penalização bastante, ainda se lhe dificulta cada vez mais os acessos, sobrecarregando-o com portagens, taxas e impostos.

Se o presidente da câmara quer transformar Lisboa numa cidade residencial e de lazer, com o que eu concordo, deve começar por fazer recuar, para o interior do território (100 ou 200 Km), os ministérios, secretarias de Estado, tribunais superiores, direcções gerais, instalações militares, universidades, etc. etc. E todos ganharíamos com isso: por um lado, Lisboa ficaria liberta do congestionamento automóvel, da poluição e da pressão urbanística, podendo transformar-se, então, na cidade turística, empresarial, residencial e marítima que o presidente da câmara idealiza, e, por outro lado, o país ficava mais equilibrado. Agora o que o presidente da câmara de Lisboa não pode pretender é transformar Lisboa na nossa Barcelona, esquecendo-se que é Madrid, porque as duas cidades não são sobreponíveis nem conciliáveis.    

II

Ao fim de 132 anos, o Leicester sagrou-se campeão inglês de futebol, o que foi saudado, de uma forma geral, por todos os portugueses mas que seria impossível de acontecer em Portugal, precisamente pela massa de que são feitos os portugueses.

Se os ingleses fossem feitos da mesma massa, o Leicester nunca teria hipóteses de ser campeão inglês porque, para que o sonho se realize, é necessário que uma comunidade sonhe. Ora, se o povo de Leicester fosse da raça lusitana, apenas acorreria ao estádio quando lá fosse jogar o Manchester United e para torcer pela vitória da equipa visitante. Como é óbvio.

Se não há nada que mais empolgue uma equipa do que o apoio incondicional do seu público, também não há nada mais destrutivo da moral de uma equipa que ver o seu público puxar pela equipa adversária. Em Portugal, ao contrário de Inglaterra, as equipas "grandes" jogam todos os jogos em casa contra as equipas "pequenas", numa das maiores manifestações de sabujice e servilismo de que há memória no mundo, chegando-se ao cúmulo de as equipas "pequenas" se prostituírem, aceitando mudar os jogos para um estádio maior, a troco de receberem mais uns cobres, para que a equipa "grande" ainda tenha maior apoio e mais hipóteses de sucesso.

À excepção do presidente do Vitória de Guimarães, uma cidade que faz jus ao nome de Afonso Henriques, todos os outros presidentes de clubes não têm rebuço em manifestar a sua preferência clubística por um dos três "grandes". Ora, quando até os presidentes dos "pequenos", como eles próprios auto-intitulam os seus clubes, torcem por um "grande" como pode o "pequeno" sonhar sequer em ser campeão?

Mas a hipocrisia, graças a Deus, sempre foi a imagem de marca do povo português. Não há, no mundo, povo como o nosso para babar-se de emoção com os feitos dos pequenos mas, na hora da verdade, acolhe-se sempre sob a saia dos grandes.

 



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