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SAMUEL PIMENTA, Escritor

O primeiro passo para a cura é tomar consciência de que se está doente. Enquanto uns escolhem curar-se, outros optam por perecer sem luta. Aos primeiros, move-os o acreditar férreo, a esperança nos dias bons. Aos que escolhem perecer, move-os o medo do fracasso, o terror de se verem espelhados na desilusão.

A humanidade tomou consciência de que está doente. Percebeu, por fim, de que é enferma à mercê das vontades e caprichos de terceiros. Não é salutar um mundo em que tantos homens e mulheres são instrumentos para que poucos homens e mulheres possam fazer fortuna e império. Não é salutar um mundo em que homens e mulheres vivem engaiolados numa civilização incivilizada e de costas voltadas para a natureza. Não é salutar um mundo em que homens e mulheres vivem em função do medo, em vez do amor por tudo o que dá forma à Terra. A humanidade tomou consciência de que está doente. Mas escolheu curar-se.

A cura da humanidade requer consciência e ética. Sair à rua clamando por justiça, dignidade, honra. A cura da humanidade requer paz, interior e exterior. Sejamos promotores da pacificação global. A cura da humanidade requer espíritos elevados e causas que nos enobrecem enquanto humanos. Unamo-nos em torno de um mundo feliz. Tal como se unem os peixes do cardume face aos predadores do oceano, também se devem unir homens e mulheres em prol de uma nova Terra. Dir-nos-ão que é impossível. Responderemos que o impossível é o querer que o define. Não permitamos que a ilusão nos tolde os sentidos, a humanidade está doente e iludida há tempo demais.

Este é o tempo em que a era sangrenta do lucro definha e morre. O tempo da libertação da humanidade. O primeiro passo para a cura é tomar consciência de que se está doente. Cabe-nos, então, escolher. E que escolha nos é exigida? Escolhemos fingir que não é horrendo este sistema que se alimenta de nós? Ou avançamos heroicamente rumo a uma realidade em que o que realmente importa é a vida?

Para mim, é fácil escolher. Ainda sou feito da fibra dos que acreditam que é possível.

Samuel Pimenta

Escritor



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