PUB

chamusca covid responsavel

PUB

banner cms escola

Mário Santiago

mario santiagoA grande desvirtude da democracia é a possibilidade de sermos (des)governados por incompetentes. E pelas minhas contas, a probabilidade disso acontecer é assustadora. Resta por isso saber, se num exercício matemático meramente académico e fantasioso, conseguíssemos eliminar a variável da incompetência, qual seria o posicionamento de Portugal nos rankings de desenvolvimento económico-social.

Já calcularam quantos anos de competência governativa tivemos nestes 41 anos de democracia? Uma pergunta sobre política, tem obviamente respostas políticas, ou seja, depende do quadrante político que der a resposta e nunca será uma resposta objetiva e conclusiva.

É por isso que antes das eleições, é emitida toxicidade através das campanhas eleitorais com o objetivo de recolher o jogo, baralhar e dar de novo. Afinal, a campanha eleitoral serve para isso mesmo. Fazer esquecer o passado, fazer crer que o futuro da prosperidade e principalmente do corte com a austeridade, só a ‘eles’ pertence.

Do lado dos eleitores, grassa o sentimento de certeza de que mais tarde ou mais cedo, vão surgir casos, escândalos, demonstrações de incompetência aqui ou acolá – e então para quê ir votar, abdicando de um domingo em família ou um passeio com amigos ou quiçá até, uma tarde sonolenta a ver mais um episódio da sua série favorita? - É que não votar, transmite aquela falsa sensação de descomprometimento ao chamá-los de ‘gatunos’ quando aumentam impostos, cortam salários, reduzem benefícios sociais ou simplesmente viajam para uma convenção europeia em 1ª classe. Como os compreendo, afinal eu também chamo de ‘gatuno’ ao árbitro que marca uma grande penalidade contra o Sporting e me põe mal disposto.

No entanto, há que reter o seguinte:

  • Portugal enfrentou nestas 4 décadas de democracia, TRÊS bancarrotas que obrigaram o país a pedir ajuda externa. Em 1977, 1983 e 2011. É uma média de uma intervenção em cada 13 anos.
  • Todas as TRÊS intervenções, aconteceram na governação socialista. Duas com Mário Soares, uma com José Sócrates.
  • E por TRÊS vezes, o PSD foi eleito para repor a estabilidade das finanças públicas.

Coincidência ou não, a História repete-se e se esta vale para alguma coisa, deveria ser nestes momentos. Afinal são três factos históricos que não podem ser esquecidos e que bem sugerem onde esteve a competência e a incompetência. Se a eleição vai premiar a competência e penalizar a incompetência, é o que veremos…

A respeito da austeridade, e aos que sugerem a genial solução do calote, deveriam ter vergonha na cara. Não pelo discurso puramente populista e demagógico, mas por transmitirem a um povo a opinião de que valores que nos foram transmitidos pelos nossos progenitores, como a responsabilidade, a honestidade, a integridade, a credibilidade e a honradez de pouco valem. Lá por alguns pais não terem valor como avalistas dos filhos quando eles precisarem de contrair um empréstimo para a compra da casa, não significa que as gerações vindouras aceitem que os atuais protagonistas políticos manchem o bom nome de Portugal e que comprometa o seu próprio futuro.

Todos nós, e a título pessoal, já fizemos sacrifícios que valeram a pena e que agora nos orgulhamos.

Portugal também os fez. Não se pode orgulhar dos custos sociais, mas deixou um legado de competência, responsabilidade e credibilidade. Se isso não vale de nada, então deveríamos que repensar a educação que queremos repassar aos futuros cidadãos deste País. 



PUB

PUB

Scalhidraulica

PUB

almeirim melao

Quem está Online?

Temos 560 visitantes e 0 membros em linha