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O primeiro viveiro de empresas em ambiente escolar (VEAE) de Portugal foi oficialmente inaugurado na escola D. Maria II, em Vila Nova da Barquinha, no passado dia 5 de fevereiro.

O VEAE é um espaço exclusivamente destinado ao desenvolvimento e criação de ideias de negócio, com meios e equipamentos próprios, e que tem por grande objetivo desafiar os jovens a pensar na criação de empresas.

Este projeto surgiu na sequência da iniciativa “Empreendedorismo na Escola”, que envolve quatro turmas do 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico do concelho, e que tem como principais promotores o agrupamento de escolas, a Nersant, o Tagusvalley, a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, o Instituto Politécnico de Tomar e Associações de Pais.

Seguindo a filosofia do “Empreendedorismo na Escola”, que envolve cerca de 100 alunos em Vila Nova da Barquinha, a Câmara Municipal criou também o “Prémio Municipal de Empreendedorismo em Ambiente Escolar” como forma de incentivar os jovens empresários.

Segundo a autarquia, os resultados serão anunciados no final do ano letivo.

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Dois projetos desenvolvidos no Cartaxo, na área do apoio social, foram reconhecidos como Iniciativa de Alto Potencial em Inovação e Empreendedorismo Social, numa cerimónia que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian a 21 de Janeiro.

A Câmara Municipal recebeu a distinção pelo trabalho da área de Ação Social e Saúde, no âmbito do Projeto Educação Parental. As técnicas municipais de ação social têm desenvolvido atividades de suporte que visam ajudar os pais a compreender as suas necessidades - sociais e emocionais - e as dos seus filhos, com vista a qualidade das relações parentais e a capacidade de resolução de problemas familiares, desenvolvendo estratégias de parentalidade positiva.

O presidente da autarquia, Pedro Magalhães Ribeiro, considera que “o projeto Educação Parental, tem acumulado ao longo dos anos resultados muito positivos, que aferimos quer pela participação dos pais, que tem sido ativa e contínua, quer pela avaliação que as técnicas municipais que conduzem os trabalhos, e as entidades parceiras, fazem dos resultados obtidos”.

O autarca acrescenta que “este é um projeto que queremos aprofundar e alargar, pelos benefícios que traz às famílias e à própria integração dos jovens na comunidade escolar, promovendo de facto a coesão social no concelho”.

 A Cruz Vermelha Portuguesa - Centro Humanitário de Santarém/Cartaxo, foi também distinguida pelo seu projeto Espaço Solidário - Coração Vermelho, como ES+ Iniciativa de Alto Potencial em Inovação e Empreendedorismo Social.

Os dois projetos fazem agora parte do MIES – Mapa de Inovação e Empreendedorismo Social, um projeto de investigação, que tem como objetivo mapear iniciativas de elevado potencial de empreendedorismo social no Norte, Alentejo e Centro do País.

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Prometeram e cumpriram: os professores que lecionam Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC's) em três agrupamentos do concelho de Santarém não compareceram nas escolas esta segunda-feira, 2 de fevereiro, tal como tinham garantido no final da semana passada.

Em causa continua a estar a falta de pagamento pelas aulas já lecionadas, uma situação que afeta cerca de 100 docentes, na sua maioria jovens e recém licenciados dos agrupamentos de escolas Alexandre Herculano, Sá da Bandeira e D. Afonso Henriques.

"Aquilo que seria a nossa remuneração está em falta desde o início. Nós aceitámos trabalhar com certas condições, e essas condições não estão a ser cumpridas", disse à Rede Regional Ricardo Dias, um dos professores que se concentrou num protesto simbólico realizado à porta da Escola Básica de S. Domingos, em Santarém.

João Borislav, outro professor na mesma situação acrescenta esta decisão "é irreversível. Nós não daremos aulas até que as verbas do Ministério da Educação estejam desbloqueadas".

Em causa está o contrato assinado entre a Associação de Solidariedade Social que os contratou, a "Know How - Aprender a Brincar", e o Ministério da Educação, que, por ser superior a 350 mil euros, obriga a visto do Tribunal de Contas.

Ora, como o documento só entrou no Tribunal de Contas a 15 de dezembro e este órgão ainda não se pronunciou, a "Know How" ainda não recebeu a primeira tranche, no valor de 237 mil euros, para liquidar as verbas das prestações de serviços destes professores.

Mas mais do que o não receber, os professores dizem-se fartos de pagar para trabalhar, uma vez que as despesas de deslocação são às suas custas e o dinheiro começa a fazer muita falta para compor o orçamento familiar.

"No meu caso, como sou eu e o meu marido, deixou de ser economicamente viável estar a dar aulas, porque, no fundo, estamos a subsidiar o nosso próprio trabalho sem saber quando vamos receber", explicou Helena Machado.

"Falta-nos dinheiro para poder vir lecionar e para as necessidades básicas, como a alimentação", exemplifica João Borislav, que prefere nem revelar quanto já gastou para andar a dar aulas desde setembro.

Mesmo tendo assumido esta posição de força, os professores manifestam-se dispostos a regressar quando a situação for regularizada, até porque, segundo os próprios, os principais lesados com esta situação são os alunos.

"É injusto para as crianças, porque as AEC's são uma oportunidade única de estarem ocupados e aprender coisas novas, e assim não estão a usufruir dela", afirma Ricardo Dias.

Sem professores nas salas para lecionar, as crianças ficam para já entregues às auxiliares de educação, por decisão dos três agrupamentos de escolas de Santarém, que aguardam também por uma solução para este impasse.

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