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Prometeram e cumpriram: os professores que lecionam Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC's) em três agrupamentos do concelho de Santarém não compareceram nas escolas esta segunda-feira, 2 de fevereiro, tal como tinham garantido no final da semana passada.

Em causa continua a estar a falta de pagamento pelas aulas já lecionadas, uma situação que afeta cerca de 100 docentes, na sua maioria jovens e recém licenciados dos agrupamentos de escolas Alexandre Herculano, Sá da Bandeira e D. Afonso Henriques.

"Aquilo que seria a nossa remuneração está em falta desde o início. Nós aceitámos trabalhar com certas condições, e essas condições não estão a ser cumpridas", disse à Rede Regional Ricardo Dias, um dos professores que se concentrou num protesto simbólico realizado à porta da Escola Básica de S. Domingos, em Santarém.

João Borislav, outro professor na mesma situação acrescenta esta decisão "é irreversível. Nós não daremos aulas até que as verbas do Ministério da Educação estejam desbloqueadas".

Em causa está o contrato assinado entre a Associação de Solidariedade Social que os contratou, a "Know How - Aprender a Brincar", e o Ministério da Educação, que, por ser superior a 350 mil euros, obriga a visto do Tribunal de Contas.

Ora, como o documento só entrou no Tribunal de Contas a 15 de dezembro e este órgão ainda não se pronunciou, a "Know How" ainda não recebeu a primeira tranche, no valor de 237 mil euros, para liquidar as verbas das prestações de serviços destes professores.

Mas mais do que o não receber, os professores dizem-se fartos de pagar para trabalhar, uma vez que as despesas de deslocação são às suas custas e o dinheiro começa a fazer muita falta para compor o orçamento familiar.

"No meu caso, como sou eu e o meu marido, deixou de ser economicamente viável estar a dar aulas, porque, no fundo, estamos a subsidiar o nosso próprio trabalho sem saber quando vamos receber", explicou Helena Machado.

"Falta-nos dinheiro para poder vir lecionar e para as necessidades básicas, como a alimentação", exemplifica João Borislav, que prefere nem revelar quanto já gastou para andar a dar aulas desde setembro.

Mesmo tendo assumido esta posição de força, os professores manifestam-se dispostos a regressar quando a situação for regularizada, até porque, segundo os próprios, os principais lesados com esta situação são os alunos.

"É injusto para as crianças, porque as AEC's são uma oportunidade única de estarem ocupados e aprender coisas novas, e assim não estão a usufruir dela", afirma Ricardo Dias.

Sem professores nas salas para lecionar, as crianças ficam para já entregues às auxiliares de educação, por decisão dos três agrupamentos de escolas de Santarém, que aguardam também por uma solução para este impasse.



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