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“Apontar os bons exemplos de gestão, tratamento ambiental e utilização dos resíduos na produção de valor”. Foi desta forma que o secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território, Pedro Afonso de Paula, classificou a cerimónia a que presidiu na terça-feira, 20 de Março, em Abrantes, na inauguração de um centro de produção de energia a partir do biogás gerado no aterro sanitário de Concavada, encerrado o ano passado.

O governante começou por destacar o tratamento dos resíduos: “quando são bem tratados, as populações nada têm a temer”. “Acabam por representar valor, quando transformados, quem em compostos para a agricultura, bio-combustivel ou energia, como é o caso, a partir de agora em Abrantes”, frisou.

Já sobre a situação actual de crise económica e financeira, Pedro Afonso de Paula destacou o bom desempenho de gestão da Valnor, empresa de valorização dos resíduos que abarca 25 municípios dos distritos de Portalegre, Santarém e Castelo Branco.

A Valnor ganhou escala e actualmente produz compostos para a agricultura em Aviz, biogás em Abrantes, e quer aproveitar melhor a emissão de gás metano que ainda vai para a atmosfera no seu aterro principal em Avis. É esse o sentido da próxima aposta da administração da Valnor que quer aproveitar os fundos comunitários para investir ainda mais neste segmento.

O secretário de Estado adiantou ainda que temos de olhar para os resíduos de uma outra forma, “desde o seu uso eficiente” passando pelos tratamentos e reutilização. A Valnor é, segundo o governante, um exemplo, porque é uma empresa que está no interior do país, que tem aplicado todos os normativos ambientais impostos pela União Europeia e mesmo assim continua a investir e a praticar preços competitivos nas tarifas aplicadas.

Rui Gonçalves, presidente do concelho de administração da Valnor, destacou a importância desta cerimónia, que representa o encerramento do aterro de Barrada em 2011. É o passo final para uma capacidade de produção de energia de cinco gigawatt’s por ano, o que representa o abastecimento a cerca de duas mil famílias. Neste momento a Valnor trata os resíduos de cerca de 300 mil habitantes de 25 concelhos, o que representa o armazenamento de cerca de 100 mil toneladas de resíduos por ano. O preço cobrado às autarquias é de 27 euros por tonelada.

A presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque, para além de destacar o trabalho da empresa de gestão de resíduos, lançou mais um desafio. “Para aumentar a qualidade do serviço, já que as câmaras não têm essa função, a Valnor deveria avançar para a recolha em baixa, ou seja, a recolha dos lixos, como mais usualmente é conhecido o processo”.

O secretário de Estado esteve no concelho dos seus avós, que são naturais de Casais de Revelhos, curiosamente da mesma localidade de onde é oriunda a presidente da autarquia abrantina. Pedro Afonso de Paula disse lembrar-se ainda de que, quando vinha passar o fim-de-semana, ver nas encostas sobre o rio Tejo a lixeira de Abrantes sempre a arder. Já lá vão cerca de 15 anos. Isto antes da autarquia ter avançado para a construção do aterro sanitário. “Era um mau cartão de visita de Abrantes, para quem passava de combóio ou na estrada nacional 118”, recordou.

De Janeiro para Fevereiro, o número de desempregados cresceu em 18 dos 21 concelhos do distrito de Santarém. Alcanena, Rio Maior e Salvaterra de Magos são as três excepções a um cenário preocupante que vai seguindo a tendência nacional que revela um aumento do número de portugueses sem emprego.

Segundo o relatório mensal de Fevereiro do Instituto do Emprego e Formação profissional, do primeiro para o segundo mês do ano houve um aumento de 474 desempregados. O concelho do Cartaxo, com mais 81 desempregados, lidera a estatística negativa, seguido de Santarém (79) e Almeirim (46).

Boas notícias só de Salvaterra de Magos (menos 25 desempregados), Alcanena (menos 13) e Rio Maior (menos 12).

CONCELHO JANEIRO FEVEREIRO DIFERENÇA
Abrantes 2710 2741 31
Alcanena 596 583 -13
Almeirim 1539 1585 46
Alpiarça 482 508 26
Benavente 1807 1849 42
Cartaxo 1266 1347 81
Chamusca 500 514 14
Constância 225 233 8
Coruche 1158 1194 36
Entroncamento 896 906 10
Ferreira do Zêzere 254 258 4
Golegã 231 246 15
Mação 279 284 5
Ourém 1768 1803 35
Rio Maior 962 950 -12
Salvaterra de Magos 1825 1800 -25
Santarém 3052 3131 79
Sardoal 231 233 2
Tomar 1995 2036 41
Torres Novas 1734 1779 45
Vila Nova  Barquinha 270 274 4
TOTAL -> 23780 24254 474

 

 

A missão empresarial que a Nersant está a preparar ao Chile vai realizar-se entre os dias 10 e 14 de Junho, a fim de que a comitiva ribatejana participe no 5º Fórum Internacional de Investimentos, este ano dedicado à indústria alimentar.

O convite às empresas ribatejanas surgiu do próprio embaixador chileno em Portugal, Fernando Ayala, que no final do mês de Fevereiro participou num seminário sobre oportunidade de investimento no seu país, promovido pela associação empresarial.

A embaixada e a Corfo – InvestChile, a agência chilena de desenvolvimento económico, garantem o alojamento à comitiva portuguesa num hotel de cinco estrelas, bem como as deslocações para participar no fórum e a respectiva tradução para os empresários que decidam integrar esta missão.

Segundo a Nersant, o próprio Fernando Ayala constatou o potencial agro-industrial da região do Ribatejo aquando da sua deslocação a Torres Novas, e considerou que podem ser desenvolvidas parcerias e negócios entre os dois países, sobretudo no sector agro-alimentar.

Segundo o perfil do tecido produtivo ribatejano, há boas perspectivas para empresas ligadas à indústria das carnes e derivado lácteos, frutícolas, hortícolas e vitivinícolas, sobretudo, mas também para quem opere no sector da biotecnologia aplicado à indústria alimentar, uma vez que este fórum vai dedicar uma atenção especial às tecnologias de ponta.

“O Chile é o país mais próspero da América do Sul, cujas políticas têm como estratégia a captação de investimento estrangeiro, através de um sistema fiscal favorável”, explica uma nota de imprensa da Nersant. Há cerca de um ano, tornou-se membro efectivo da OCDE, e tem assinados 23 acordos de comércio livre com 60 países, que representam 90 % do PIB mundial.

Como vantagens, a associação empresarial salienta que não existem taxas alfandegárias entre o Chile, a União Europeia e a Mercosul, “podendo este país constituir uma importante plataforma de distribuição de produtos para outros países da América do Sul, nomeadamente o Brasil”.

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