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O "Boreas" é um projecto inovador, na área das energias renováveis (nomeadamente a eólica), que vai lançar a empresa STI num novo segmento de mercado, com a comercialização deste gerador eólico de eixo vertical.

Há três anos, a equipa da STI começou a pensar num projecto inovador para a empresa, região e país; pegaram em projectos similares existentes nos Estados Unidos e lançaram mãos à obra.

A base foi uma candidatura ao programa "I&DT", do QREN, para o desenvolvimento deste aerogerador desde a concepção, passando pela construção e terminando na comercialização. O primeiro projecto não foi apoiado mas, depois de um longo processo de contestação, acabou por ter apoio do IAPMEI.

Carlos Lopes de Sousa, chairman da STI, revelou que o "Boreas", gerador eólico de eixo vertical, tem como objectivo ser colocado em espaços urbanos, telhados de casas, jardins parques. Desde logo, o desafio foi fazer a sua concepção de forma a não ser agressivo como os actuais aerogeradores que pontuam as serras do país.

O responsável explicou que o projecto entrou em fase de ensaios no terreno por forma a apurar a performance das turbinas, depois de um longo processo de estudo dos ventos atravésdo departamento de desenvolvimento tecnológico da empresa e do Instituto Politécnico de Tomar.

Uma parceria entre a investigação universitária e o meio empresarial que está a dar os seus frutos. “Nós fazemos investigação aplicada mas, muitas vezes, os decisores pensam que só as universidades é que fazem. Esta parceria está a dar os seus frutos” explicou Carlos Lopes de Sousa, acrescentando que este não é um projecto para ficar no papel ou ir para os telejornais.

O objectivo é iniciar a produção do Bóreas no primeiro semestre de 2013 e a sua comercialização no mesmo semestre do mesmo ano.

Cada aerogerador vertical poderá ter uma potência de 2 ou 4 KW, embora o chairman preveja que as unidades a comercializar serão as de 4KW. A sua utilização poderá ser para colocar a energia na rede, para auto-consumo ou para auto-consumo e colocação do excedente na rede eléctrica.

Neste momento, existem quatro turbinas diferentes que estão em fase de testes. Três desenvolvidas pela equipa da STI e uma, de menor custo, desenvolvida pelo pai de Carlos Lopes de Sousa.

A quebra do sector agro-industrial e do ambiente, os dois segmentos da STI (fundada em 1978), levaram a administração a pensar em novos mercados e novos segmentos. “Transformar fraqueza em força”, salientou Carlos Lopes de Sousa, que alia a inovação à apresentação de soluções de inovação à medida do cliente, passando pela entrada em novos mercados.

Com a entrada no segmento das energias renováveis, a empresa, que tem a área comercial em Lisboa e a área industrial em Abrantes, vai construir na cidade ribatejana a nova unidade para a produção em série do "Bóreas". A empresa, que tem 45 colaboradores directos, continua, apesar do novo projecto, a desenvolver produtos para a agro-indústria e para o ambiente.

“Hoje não temos um ponto de chegada. A apresentação do Bóreas é antes um ponto de partida”, explicou Carlos Lopes de Sousa, garantindo que o equipamento vai entrar no mercado, podendo vir a ter um valor de 10 a 15 mil euros, consoante a turbina.

O projecto aponta para o retorno do investimento num prazo de sete a dez anos. Como tal Alexandra Lopes de Sousa, CEO da STI, fez questão de agradecer o apoio e confiança dos parceiros financeiros, bancos, que estão a colaborar com a empresa.

Manuel Lopes de Sousa, o Inventor de Abrantes

Com 89 anos de idade, Manuel Lopes de Sousa é conhecido como o inventor de Abrantes.

Este cognome foi conquistado graças a uma vasta colecção de medalhas de concursos de inventos, principalmente na área agro-industrial e agricultura.

Aliás, Manuel Lopes de Sousa nunca abandou a arte e engenho de criar soluções para problemas que lhe iam surgindo ao longo da vida profissional.

Neste contexto, perguntou ao filho o que é ele andava a fazer. Quando visitou a empresa, viu os projectos e pensou que poderia dar o seu contributo.

O “homem dos ventos”, como lhe chama o filho, “não podia ficar de lado deste projecto” e foi para casa pensar numa forma de captar o vento para produção de electricidade. Ele que sempre usou o vento na forma contrária, agora tinha o desafio de o captar. E apresentou na STI com uma turbina construída por ele.

Com uma menor performance mas com um custo muito menor. Desta forma, Manuel Lopes de Sousa, passou a integrar também a equipa do Bóreas. 

Os produtores de vinho do Ribatejo estiveram em destaque no concurso alemão “Mundus Vini 2012”, onde foram distinguidos com um total de 13 medalhas, duas de ouro e 11 de prata.

Dos vinhos do Tejo, o grande destaque vai para a Enoport, de Rio Maior, que foi distinguida como o produtor europeu do ano 2012, e conquistou as duas medalhas de ouro – com os vinhos “Caves Monteiro Reserva Tinto 2009” e “Novo Mundo do Tejo Reserva 2010” – e mais seis de prata.

As restantes 5 medalhas de prata atribuídas nesta competição internacional, que decorreu na cidade de Neudstat, foram entregues a néctares da Quinta do Casal Monteiro, Casal Branco, Companhia das Lezírias, Quinta da Alorna e Falua.

A nível global, os vinhos portugueses conquistaram um total de 159 medalhas, das quais 58 de ouro e 101 de prata.

O painel de jurados do “Mundus Vini” foi composto por cerca de 300 especialistas do sector, que provaram e avaliaram mais de 6 mil vinhos provenientes de 42 países.

 

Vinhos do Tejo premiados

Ouro:

CAVES MONTEIRO RESERVA TINTO 2009 – Do Tejo DOC – ENOPORT 

NOVO MUNDO DO TEJO RESERVA 2010 – Do Tejo DOC – ENOPORT

 

Prata:

QUINTA DO CASAL MONTEIRO CHARDONNAY & ARINTO RESERVA BRANCO 2011 – IGP Tejo – QUINTA DO CASAL MONTEIRO

QUINTA DO CASAL BRANCO TINTO 2010 – Do Tejo DOC – CASAL BRANCO, S.A.

AZUL PORTUGAL BRANCO 2011 – Do Tejo DOC – COMPANHIA DAS LEZÍRIAS

QUINTA S. JOÃO BATISTA SPECIAL SELECTION TOURIGA NACIONAL TINTO 2008 – Do Tejo DOC – ENOPORT

NOVO MUNDO RESERVA TINTO 2009 – Do Tejo DOC – ENOPORT

DOM TEODÓSIO – ENIGMA RESERVA TINTO 2010 – Do Tejo DOC – ENOPORT

QUINTA S. JOÃO BATISTA RESERVA SYRAH TINTO 2009 – IGP Tejo – ENOPORT

CABEÇA DE TOIRO RESERVA TINTO 2009 – Do Tejo DOC – ENOPORT

RABISCO RESERVA TINTO 2010 – Do Tejo DOC – ENOPORT

QUINTA DA ALORNA BRANCO 2011 – IGP Tejo – QUINTA DA ALORNA VINHOS

CONDE DE VIMIOSO RESERVA TINTO 2008 – IGP Tejo - FALUA

 

A Associação Empresarial da Região de Santarém (Nersant) considera que a descida da Taxa Social Única (TSU) é uma medida que “permitirá a diminuição dos custos das empresas, com o consequente aumento da sua competitividade” e que cabe ao Governo “efetuar as modelações necessárias para que as restantes medidas se tornem justas e eficazes, contribuindo para a coesão social”.

Num comunicado de seis pontos, onde analisa várias questões da vida económica do país, a Nersant considera fundamental que o Governo “incremente o apoio às empresas, facilitando o seu financiamento, apostando na formação, na internacionalização, no empreendedorismo”, mas também que se proceda à “necessária reforma do Estado e à redefinição do seu papel e linhas de atuação”.

A associação alerta que “o financiamento das empresas não pode esperar” e que “é fundamental a dinamização do QREN” e “que a banca possa retomar o normal financiamento das empresas, sendo também urgente que se concretize, com celeridade, o pagamento das dívidas em atraso do Estado”.

“Portugal tem muitas e boas empresas. Empresas viáveis e com provas dadas nos mercados nacional e internacional. É fundamental que, em hora de maior dificuldade, o Estado desenvolva todos os esforços para permitir que superem esta fase e sigam o rumo do desenvolvimento”, termina o comunicado.

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