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Economia

Cerca de cinco anos depois de terem visto o Banco Privado Português ser intervencionado por falta de liquidez, os clientes da instituição liderada por João Rendeiro vão poder pedir o resgate antecipado do dinheiro que aplicaram no Fundo Especial de Investimento Fechado (FEI), constituído em 2010 para tentar salvar os depósitos e os ativos dos titulares de contas de retorno absoluto.

Esta foi uma das principais decisões tomadas na Assembleia de Participantes do BPP que decorreu na terça-feira, 15 de outubro, no Cnema, em Santarém, onde ficou também decidido que o fundo vai ser prolongado por mais dois anos.

A partir de 31 de março de 2014, data em que o FEI atinge a sua maturidade, quem o desejar pode pedir o seu dinheiro de volta, uma hipótese que agrada sobretudo aos depositantes que têm menos capital aplicado no fundo.

Segundo explicou à Rede Regional um dos participantes presente em Santarém, será "feito um encontro de contas entre o capital já recebido através do Fundo de Garantia de Depósitos e as Unidades de Participação que o cliente detém no fundo, resultando daí o valor que terá a receber".

Também a partir desta data, os depositantes que optarem por continuar no FEI ficam por sua conta e risco, pois perdem a garantia estatal de 250 mil euros por cada titular de conta de retorno absoluto.

Numa assembleia onde o principal assunto em debate era a continuidade do FEI, cerca de 60% dos ex-clientes do banco pronunciaram-se pela sua prorrogação por mais dois anos.

Jaime Antunes, presidente da Associação Privado Clientes, sublinhou no final da sessão a importância desta votação, interpretando-a como um sinal de que os depositantes encaram hoje o FEI como um produto financeiro sólido e atrativo, dentro da oferta que existe no mercado bancário português.

Recorde-se que este mega fundo de Investimento foi criado em 2010 para tentar salvar cerca de 700 milhões de euros de depósitos e ativos dos clientes do BPP, tendo hoje ativos na ordem dos 500 milhões de euros, segundo números avançados por Jaime Antunes.

Nos finais de 2008, a falta de liquidez motivou a intervenção do Banco de Portugal durante 17 meses, período de tempo em que as preocupações da entidade supervisora esteve sobretudo centrada no problema dos clientes de retorno absoluto.

A solução encontrada passou pela criação deste mega fundo, ao qual foram favoráveis cerca de 98% dos antigos clientes do BPP.



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