Economia

A presidente da Associação Empresarial da Região de Santarém (Nersant), Salomé Rafael afirmou este sábado, 8 de Dezembro, que a introdução de portagens na A23 trouxe “grandes impactos” à economia da região e sublinhou a “enorme insatisfação” sobretudo das empresas do norte do distrito.

Em declarações à agência Lusa, a líder da associação empresarial da região apontou como exemplo o caso de Abrantes, com empresas do setor automóvel e do azeite para exportação, entre outras, com “20, 40, 50 camiões a circular por dia” e que pagam, cada um, 11 euros para percorrer 30 quilómetros.

“Onze euros para cá mais 11 para lá são 22 euros que multiplicados ao fim do mês representam uma grande diferença numa altura em que as margens já são curtas”, disse Salomé Rafael à Lusa.

“Enquanto associação empresarial não sabemos se o Governo pode ou não baixar (as tarifas). O que sabemos é que vivemos uma época especial que precisa de medidas especiais”, concluiu a dirigente, reafirmando a necessidade de uma “discriminação positiva” para as empresas que persistem no interior do país.

Estas declarações à Agência Lusa foram feitas no dia em que passou um ano sobre a introdução de portagens nas ex-SCUT (auto-estradas sem custos para o utilizador).