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Economia


Apesar de não serem alarmantes, os efeitos da seca prolongada estão a fazer-se sentir um pouco por todo o Ribatejo.

No norte do distrito de Santarém, os criadores de gado ovino e caprino viram-se obrigados a aumentar as despesas com rações por causa da falta de pastos, assim como dificilmente vão conseguir fazer armazenagem para o Inverno.

A sul, nos extensos campos da Lezíria, são os produtores de cereais, tomate e vinha aquele que se queixam mais da ausência da chuva.

“Sendo uma região de regadio, não temos prejuízos tão elevados como o Alentejo, mas não podemos dizer que escapámos à seca”, disse à Rede Regional Amândio Freitas, da Federação dos Agricultores do Distrito de Santarém (FADS), explicando que o recurso à rega foi o que acabou por salvar os produtores ribatejanos, sobretudo nos caso do tomate e dos hortícolas.

“Este ano, os furos conseguiram aguentar as regas, mas, se não chover em quantidade suficiente para repor os lençóis freáticos, vamos ver o que nos reserva o futuro”, acrescenta, no entanto, o responsável.

Vindimas com duas semanas de atraso

No caso da vinha, uma das culturas que ocupa maior área na lezíria, o calor elevado afectou o desenvolvimento normal da uva no cacho.

“Parte dos cachos estão bastante magros e com muito menos grau do que seria normal”, afirmou à Rede Regional, António Joaquim Noronha, o director de produção da Agro Alpiarça, explicando que os dias de maior calor atingiram as uvas quando estas ainda não tinham um grau de maturação suficiente para suportar essas temperaturas.

O calor vai atrasar as vindimas “duas a três semanas em relação aos anos anteriores”, estimou o responsável durante uma visita a algumas das vinhas da cooperativa, que tem cerca de 70 hectares em produção no concelho, e onde são visíveis muitos cachos secos ainda nas cepas.

Com a falta de humidade no solo e com a seca, a Agro Alpiarça viu-se na contingência de recorrer à rega, “o que já não acontecia há muitos anos”, acrescentou ainda António Joaquim Noronha, salientando que “por outro lado, isso aumentou bastante os custos de produção, tendo em conta o dinheiro gasto em combutível”.

De qualquer forma, a cooperativa estima manter os níveis de produção alcançados o ano passado.



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