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Jorge Palma, num espectáculo em que vem acompanhado por vários amigos, é uma das novidades mais recentes do cartaz de concertos da Feira Nacional da Agricultura, que se realiza de 2 a 10 de Junho, no Centro Nacional de Exposições (CNEMA) em Santarém.

O autor de “Bairro do Amor” e “Deixa-me Rir” sobe ao palco na quarta-feira, 6 de Junho, tendo como convidados Tiago Bettencourt, João Pedro Pais e Cristina Branco, a fadista natural de Almeirim.

Richie Campbell, que apesar do nome anglo-saxónico é o cantor reggae português mais reconhecido da actualidade, está já confirmado para a noite de 8 de Junho, sexta-feira, um dia antes da muito esperada actuação de Pablo Alborán, com a participação especial de Carminho, conforme já tinha sido anunciado pela organização.

A primeira noite de sábado da feira, 2 de Junho, está reservada para um concerto de José Cid.

“Este Vício de Viver com Gosto” é o nome do livro lançado por Alberto Correia, um poeta popular de Rio Maior com 81 anos que tem milhares de versos passados para o papel ao longo dos muitos anos que leva de escrita.

Alberto Correia é aluno da universidade sénior de Rio Maior (USRM), que impulsionou a publicação da obra, depois do autor ter trazido para as aulas alguns dos seus poemas e de ter confessado que acalentava o sonho de os ver reunidos em livro.

O lançamento decorreu no passado fim-de-semana, na biblioteca municipal Laureano Santos, numa cerimónia que juntou a família do autor, representantes da Câmara Municipal e da (USRM) e muitos amigos.

“Algo de importante” foi o poema que Alberto Correia escolheu para declamar no encerramento do lançamento do livro, antes da habitual sessão de autógrafos.

Instalado no centro coordenador de transportes, o novo museu municipal de Almeirim abriu as portas ao público no sábado, 24 de Março.

Contudo, esta não será a sua “casa definitiva”, segundo o presidente da autarquia, que não escondeu “o sonho” de o ver instalado no antigo convento da Ordem Terceira de São Francisco, um edifício conhecido na cidade pelas “escolas velhas”.

“Vamos tentar aproveitar os fundos do QREN para recuperar o edifício e reconverter o seu interior de modo a dar-lhe um aproveitamento cultural, com várias salas para as mais diversas actividades e até um pequeno anfiteatro”, explicou José Sousa Gomes, dando conta que “o investimento não será pequeno”.

“Se a candidatura for aprovada e conseguirmos concretizar este projecto, penso que será lógico transferir para lá o museu de Almeirim, uma vez que o espaço que terá outra dignidade para acolher o seu espólio”, acrescentou o autarca.

O museu agora inaugurado vai funcionar de terça-feira a sábado, mas encerra às segundas e domingos, precisamente o dia em que Almeirim recebe mais visitantes e turistas, que param para frequentar os restaurantes da cidade a poucas dezenas de metros do centro coordenador de transportes.

Sousa Gomes reconhece que, com esta limitação, o museu perde atractividade e visitantes, mas explica que “ter esta estrutura aberta ao domingo representa um esforço financeiro e em termos de pessoal que a autarquia não tem capacidade para fazer, neste momento”. Em termos de público, nesta primeira fase, o museu será direccionado sobretudo para os alunos das escolas do concelho.

O projecto para a concretização de um museu municipal em Almeirim remonta a 2005, desde a altura em que a Câmara herdou o vasto espólio do extinto museu etnográfico da Casa do Povo de Almeirim.

“O acervo da Casa do Povo começou a ser recolhido na década de 40 do século passado, quando José Vermelho teve a ideia de promover uma recolha intensiva de objectos junto da população”, explicou à Rede Regional a directora do Museu, Marta Milheiro.

É este o património que serve de base ao que está exposto aos visitantes, juntamente com outras peças históricas que são propriedade do município. “Fizemos uma análise detalhada de todos os objectos que existem e tentámos dar-lhes alguma coerência e uma sequência lógica.

No fundo, temos aqui a cronologia da evolução de Almeirim, feita a partir de um espólio etnográfico”, afirmou a responsável, acrescentando que das cerca de 1.350 peças inventariadas, apenas aproximadamente 150 estão expostas ao público no centro coordenador de transportes.

Entre as peças com maior valor histórico, contam-se alguns objectos recuperados do antigo Paço Real de Almeirim, um original da primeira impressão do Cancioneiro Geral, de Garcia de Resende, e duas panelas de ferro fundido produzidas na antiga fundição de Oeiras, que são “raríssimas”, segundo Marta Milheiro.

Mas há muito mais para ver, num espaço dividido por vários núcleos temáticos que fazem um enquadramento histórico e cronológico da evolução e da riqueza patrimonial do concelho.

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