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O cantor Alex, mais conhecido no mundo artístico por Mister Gay, é a atracão principal do arraial popular de São João dos Bombeiros Voluntários de Santarém, que se realiza no dia 23, sábado, a partir das 21h00, junto ao quartel, no mergulhão.

A festa, cuja entrada é livre, inclui ainda a atuação do grupo musical Karitha Max e Companhia do Forró. A organização é da secção desportiva dos Bombeiros Voluntários de Santarém.

Antes, durante o dia, os Voluntários de Santarém vão fazer a apresentação pública dos seus meios e recursos, numa perspetiva de consolidar e destacar o esforço desenvolvido pelo corpo de bombeiros, numa missão cujo benefício é da comunidade.
A ação decorrerá no espaço central do Jardim da Liberdade, entre as 10h00 e as 12h00, e será aproveitada para celebrar um protocolo de colaboração entre a AHBV Santarém e o ISLA de Santarém, no âmbito da formaçã
o.

Gertrudes Lírio foi a grande vencedora do desfile de chapéus Mod’Ambiente, que se realizou no dia 15 de junho, no Convento de São Francisco, em Santarém, e que contou com a participação de 42 concorrentes, contabilizando 55 peças de fashion design “chapéus” a concurso, tendo sido entregues 5 prémios.

Ana Maria Silva foi segunda, Ana Justo Rosa terceira classificada, para além de terem sido atribuídas duas menções honrosas: à Escola Tecnológica e Artística de Pombal e a a Inês Andrade Rodrigues.

O evento teve como objetivo principal a apresentação pública dos vencedores do concurso nacional “Chapéu Mod´Ambiente”, tendo em conta o sucesso alcançado por esta iniciativa que envolveu escolas, a ACES – Associação Comercial e Empresarial de Santarém, comerciantes do Centro Histórico e a população em geral.


O IGESPAR e a Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo (DRC-LVT) não só garantem que todos os procedimentos legais foram escrupulosamente cumpridos em relação à colocação da nova rosácea no Convento de São Francisco, como elogiam o trabalho de recuperação que a Câmara Municipal de Santarém tem desenvolvido neste monumento nacional.

Em resposta a várias questões colocadas pela Rede Regional, a DRC-LVT salienta que “merece apreço” o conjunto de obras de reabilitação que a autarquia scalabitana tem vindo a promover no espaço do convento, que passou para a sua gestão directa em 2009 por um período de 20 anos, depois de ter assinado um protocolo com o então Ministério da Cultura do governo de José Sócrates.

“Entre as diversas intervenções de reabilitação”, particulariza este organismo, está a “consolidação do arco triunfal da igreja do convento”, que “ameaçava completa ruína por causa de umas escavações arqueológicas que lhe descalçaram quase inteiramente o suporte de uma das pilastras”. “Problema de décadas, foi resolvido previamente à intervenção na fachada”, exemplifica, dando outros exemplos de resgate que permitiram que o monumento esteja hoje de portas abertas ao público.

Operação foi autorizada e acompanhada

A colocação da nova rosácea na fachada do Convento de São Francisco, que foi mostrada aos scalabitanos no último 10 de Junho, naquele que terá sido o último acto público de Moita Flores enquanto presidente da Câmara, foi o epílogo de um processo em que a autarquia cumpriu “integralmente” tudo o que está definido na Lei de Bases do Património Cultural, garante a DRC-LVT.

“A operação foi autorizada tendo presente a indissociável, e muito relevante, intervenção de conservação levada a cabo no pórtico da fachada do convento de São Francisco, que ameaçava desintegrar-se”, explica este organismo, acrescentando que mereceu o “acompanhamento técnico e científico de nomes maiores da cultura patrimonial portuguesa”, nomeadamente Delgado Rodrigues, do LNEC, e João Apleton, “que se responsabilizaram cientificamente pela intervenção, a par do corpo técnico que a executou”.

Rosácea não pretende reconstituir nada

As explicações prestadas à Rede Regional pela DRC-LVT salientam ainda que a actual rosácea não pretende reconstituir qualquer elemento arquitectónico que possa ter existido, no passado, na fachada do Convento de São Francisco, tratando-se apenas de uma solução para fechar o vão – vulgo “buraco” – sobre o pórtico.

Do monumento medieval original, resta apenas a fachada que acima o pórtico.

O resto da construção em altura é da responsabilidade da antiga Direcção Geral dos Monumentos Nacionais, numa intervenção realizada entre 1970 e 1974, quando esta parte do edifício se encontrava em risco de ruína eminente, obra que aliás nunca foi concluída, mas alterou a sua configuração.

Depois das várias intervenções de recuperação e de limpeza do espaço feitas pela autarquia, a ideia de fechar o vão sobre o pórtico com uma rosácea foi apresentada ao IGESPAR e à DRC-LVT em Novembro de 2011.

“Este elemento, sem pretender reconstituir algo, foi trabalhado pela escultora que lhe deu forma com inspiração, como a própria testemunhou no acto inaugural, em elementos ornamentais disseminados pelo monumento”, explica esta entidade, que impôs ainda que a solução obedecesse a vários critérios.

A autarquia ficou obrigada a apresentar a rosácea como produto de uma operação actual “para que o público que visita o monumento saiba, a todo o momento, que não está perante um elemento original do sistema construtivo do convento”, explica a DRC-LVT, acrescentando que “a intervenção é absolutamente reversível e, caso haja essa necessidade no futuro, não haverá qualquer entrave técnico à reversão do processo”.

 

Mais informação em:

Rosácea construída a partir de desenhos do século XVIII

Moita Flores despede-se de Santarém com a nova rosácea

 

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