A associação dos municípios com atividade taurina, onde se incluem os concelhos ribatejanos de Azambuja, Benavente, Chamusca, Coruche, Santarém e Vila Franca de Xira, exigem que os espetáculos tauromáquicos tenham o mesmo tratamento que as outras atividades culturais que já retomaram a sua atividade.

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Em comunicado, apelam para “a correção urgente das medidas discriminatórias publicadas para este setor, nomeadamente no que se refere ao número de lugares e filas condicionados e ao ajustamento das mesmas em função da capacidade de cada praça de toiros, cujas especificidades técnicas relativamente aos acessos, à dimensão e lotação, bem como à própria implantação desses recintos ao ar livre na respetiva malha urbana, fazem de cada praça um equipamento único que deverá por isso ser alvo de análise caso a caso”.

Não aceitando o que dizem ser “a discriminação negativa dada à atividade tauromáquica”, os municípios dizem que não é admissível que, por via das limitações impostas, “se criem, inadvertida ou intencionalmente, dificuldades acrescidas ao regresso dos espetáculos tauromáquicos”.

Assim, os municípios com atividade taurina solicitam ao Governo e à DGS “a aprovação de medidas justas para o funcionamento dos espetáculos tauromáquicos, por forma a repor a necessária equidade na promoção e no acesso às atividades culturais e a minimizar os prejuízos causados aos profissionais do setor pela pandemia COVID-19”, uma vez que, tal como nas restantes atividades culturais, o cancelamento dos espetáculos tauromáquicos gerou um forte impacto negativo neste setor, o que, associado à sua inevitável sazonalidade, se vem traduzindo num significativo prejuízo para todos os agentes desta atividade cultural de grande implantação territorial, nomeadamente entre os territórios rurais de baixa densidade demográfica.

Recorde-se que o Governo decidiu esta quinta-feira, 25 de Junho, em Conselho de Ministros, reabrir as praças e instalações tauromáquicas a partir do dia 1 de Julho.