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O Tribunal de Santarém vai começar a julgar esta quarta-feira, 19 de setembro, dois jovens que se fizeram passar por vítimas de um alegado roubo com arma de fogo que nunca ocorreu, em Benavente, vila onde residiam na altura dos factos.

A mentira que inventaram deu origem a uma investigação da Polícia Judiciária (PJ), que culminou num processo judicial em que outros dois homens – os supostos assaltantes – foram julgados e absolvidos por um tribunal coletivo, depois dos queixosos terem decidido contar a verdade em plena sessão de julgamento.

A origem deste caso remonta a 2012, quando os arguidos, hoje com 24 e 28 anos, combinaram comprar dois telemóveis topo de gama, por 300 euros, a outros dois indivíduos que os vendiam na chamada “candonga”.

O encontro ocorreu no Largo de Santo André, em Benavente, onde os jovens passaram o dinheiro para a mão dos vendedores, mas não receberam os telemóveis em troca, com a desculpa que deviam aguardar no local enquanto estes os iam buscar a Alhandra.

Sentindo-se enganados e à procura de vingança, dirigiram-se ao posto da GNR de Benavente, onde formalizaram queixa por roubo, contando aos militares que ficaram sem os 300 euros depois de terem sido abordados na rua por dois indivíduos que não conheciam, e que lhes apontaram uma pistola.

Por se tratar de crime com armas de fogo, o inquérito passou para a alçada da PJ, que, no decurso da investigação, chamou os jovens às suas instalações, em Lisboa, em duas ocasiões.

Na primeira, os queixosos identificaram os supostos assaltantes através de fotografias, ao passo que, na segunda vez, confirmaram mesmo a sua identidade através de um reconhecimento presencial.

Em março de 2013, perante as provas recolhidas pela Judiciária, um dos supostos assaltantes, que já tinha cadastro criminal, foi mesmo colocado em prisão preventiva, tendo depois ficado em prisão domiciliária durante vários meses, a aguardar o julgamento, que se iniciou em outubro do mesmo ano.

Quando foram chamados a depor, os jovens contaram finalmente que, afinal, tinham sido ludibriados num negócio ilegal, e não vítimas de um roubo sob ameaça de arma de fogo.

Agora na qualidade de arguidos, vão responder por dois crimes de simulação de crime agravada.

Partida em Coruche do Grande Prémio de Ciclismo Abimota - Fotos: João Dinis