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Depois de ter escapado à morte quase por milagre, após uma queda de 25 metros de altura na ponte na Autoestrada do Norte (A1) junto a Santarém, um ex-motorista de pesados pede 500 mil euros de indemnização numa ação cível contra a Brisa.

“Não quero que ninguém passe por aquilo que eu passei por falta de condições de segurança nas estradas”, disse Pedro Lobo à Rede Regional no final da primeira audiência do julgamento, que começou esta quarta-feira, 11 de julho, no Juízo Central Cível de Santarém.

O acidente ocorreu a 31 de julho de 2009, pouco antes das 6 horas da manhã, quando o rebentamento de um pneu provocou o despiste do pesado que conduzia, carregado de papel para reciclar.

As proteções laterais da ponte não serviram de barreira à queda do camião, que ficou completamente destruído num terreno agrícola perto da Ponte do Celeiro, depois de cair desamparado de uma altura de 25 metros.

Nesta ação, estão em causa as condições de circulação em segurança naquele viaduto da A1, onde, segundo o autor da queixa, o rebentamento do pneu pode ter sido provocado por uma junta de dilatação da ponte e as barreiras de proteção não tinham solidez para impedir a queda.

A Brisa, na qualidade de ré, nega que tenha sido encontrado qualquer perigo para a circulação, e tenta contrariar em tribunal um relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), que aponta para deficiências de conceção e execução de algumas estruturas.

Uma vida destruída pelo acidente

Depois de três horas encarcerado na cabine, Pedro Lobo foi transportado entre a vida e a morte para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde, poucos dias depois, chegou a receber o prognóstico de que nunca mais voltaria a caminhar.

Contra todas as expetativas, o ex-motorista recuperou parte da sua mobilidade depois de vários anos no Centro de Recuperação de Alcoitão, mas ainda sofre de muitas limitações físicas decorrentes do sinistro.

Partida em Coruche do Grande Prémio de Ciclismo Abimota - Fotos: João Dinis