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Um camião de transporte de marisco despistou-se ao final da tarde desta quinta-feira, 21 de setembro, na Ponte Salgueiro Maia (IC 10), em Santarém, estando a dificultar a circulação no sentido Almeirim – Santarém.

O camião saiu da estrada nas curvas apertadas, já próximo da rua O, na chegada a Santarém, e só parou fora da via, não tendo sido necessário cortar a circulação.

Segundo foi possível apurar, o único ocupante da viatura era o motorista, que apanhou um valente susto mas não sofreu ferimentos.

O alerta foi dado às 19h38, tendo sido mobilizados para o local 14 operacionais, apoiados por 4 veículos.

 

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Um empresário de Almeirim e dois nepaleses foram condenados a 13 e 14 anos de prisão efetiva pelo Tribunal de Santarém, que os considerou culpados de 23 crimes de tráfico de seres humanos, detetados na Herdade dos Morangos, uma propriedade agrícola em Paço dos Negros.

Na leitura do acórdão, que decorreu na tarde desta quinta-feira, 21 de setembro, a juiz presidente do coletivo sublinhou que os arguidos “mantiveram as vítimas num alojamento que nem para animais teria condições dignas”, e censurou ainda a sua “postura de total distanciamento e a dificuldade em perceber a gravidade dos seus atos”, durante o julgamento.

O empresário português, Pedro Vital, de 42 anos, e o empresário nepalês Nabin Giri, de 33, apanharam 14 anos de cadeia, em cúmulo jurídico, ao passo que Upendra Paudel, empregado do compatriota, de 30 anos, foi condenado a 13 anos.

Os nepaleses mantêm-se em prisão preventiva, ao passo que o empresário português vai permanecer em liberdade até à decisão do recurso, caso opte por o interpor.

Condições desumanas

O tribunal deu como provado que os três arguidos escravizaram e mantiveram em condições desumanas 23 trabalhadores ilegais oriundos do Nepal, na apanha de morangos na herdade em Paço dos Negros, concelho de Almeirim, propriedade de Pedro Vital.

O caso remonta a junho de 2016, quando uma mega operação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) encontrou 23 nepaleses a coabitar num anexo de três divisões sem cozinha, janelas, eletricidade, água, saneamento básico e o mínimo de condições de habitabilidade.

O tribunal deu como provados todos os factos constantes na acusação do Ministério Público (MP), nomeadamente que, durante o tempo que ali permaneceram, as vítimas foram obrigadas a beber e tomar banho com água desviada do sistema de rega e a partilhar baldes para fazer as necessidades básicas, entre outras atrocidades.

As 23 vítimas foram recrutadas e colocadas na herdade pelos dois arguidos nepaleses, que se aproveitaram do facto dos trabalhadores terem chegado a Portugal através de redes internacionais de auxílio à emigração ilegal, e prometeram-lhes contratos de trabalho para regularizar a sua situação, sabendo que os vistos de residência eram impossíveis de emitir.

Do parco salário que lhes pagavam, pouco mais de 500 euros, ainda lhes descontavam uma parte considerável pelos alimentos, que só forneciam uma vez por mês, e pela dormida, mesmo que em condições deploráveis.

Sem documentos e sem dinheiro, as vítimas não tinham como escapar a esta situação de escravidão laboral e dependência perante os arguidos, considerou o tribunal.

Já com o julgamento em curso, as 23 vítimas tornaram-se assistentes no processo, tendo o Tribunal condenado os arguidos ao pagamento solidário de indemnizações cíveis que oscilam entre os 2.500 e os 8.000 euros, consoante o tempo que cada um passou na propriedade.

As empresas “Herdade dos Morangos, Lda.”, de Pedro Vital, e “EstimaMundo, Lda.”, de Nabin Giri, também arguidas no processo, foram condenadas à dissolução, com publicação obrigatória em dois jornais, um nacional e outro regional.

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A Cáritas de Tomar vai ser responsável pela distribuição de bens alimentares a 268 pessoas carenciadas nos concelhos de Tomar e Ferreira do Zêzere, na sequência da aprovação da sua candidatura ao Programa Operacional de Apoio às Pessoas Mais Carenciadas (POAPMC), no âmbito do “Portugal 2020”.

 “O tipo de géneros alimentares a distribuir, bem como as suas respetivas quantidades foi definida pela Direção-Geral de Saúde para cinco grupos etários da população, de forma a assegurar a oferta de cabazes alimentares nutricionalmente adequados e que permitam assegurar 50% das necessidades energéticas e nutricionais mensais dos indivíduos”, explica um comunicado de imprensa da Cáritas.

Esta instituição, enquanto entidade coordenadora do projeto, irá receber mensalmente cerca de 11 toneladas de géneros alimentares, que serão divididos para 218 pessoas sinalizadas no concelho de Tomar e 50 no concelho de Ferreira do Zêzere.

Os alimentos a distribuir são leite, queijo, arroz, massa, cereais, feijão, grão-de- bico, frango, pescada, atum, sardinha, tomate pelado, mistura de vegetais congelados, brócolos, espinafres, azeite, creme vegetal e marmelada.

Operações de busca e resgate aquático - Fotos João Dinis