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Sociedade

IMAGEM DE ARQUIVO / ILUSTRATIVA

A GNR de Coruche deteve no sábado, 19 de maio, 4 homens, com idades entre os 18 e 48 anos, por furto de cortiça na localidade de São Torcato, naquele concelho do Sul do Ribatejo.

Segundo o Comando Territorial de Santarém da GNR, "os suspeitos estariam a furtar cortiça numa herdade quando foram interpelados por um trabalhador, sendo que de imediato se colocaram em fuga, deixando para trás um veículo já carregado com cortiça furtada".

Após serem avisados, os militares desenvolveram uma ação policial no sentido de localizar e deter os suspeitos, o que veio a acontecer pouco tempo depois, numa estrada secundária, perto da localidade da Branca, também no concelho de Coruche.

Além dos 1.300 quilos de cortiça, a GNR aprrendeu ainda o veículo ligeiro de mercadorias onde a cortiça estava e diversos utensílios utilizados para a sua recolha.

Os quatro detidos foram constituídos arguidos e sujeitos à medida de coação de termo de identidade e residência.

Este é o segundo caso do género no espaço de uma semana no distrito de Santarém. A semana passada, em Abrantes, foram furtados cerca de 700 quilos de cortiça mas, apesar da GNR ter identificado os suspeitos, estes ficaram impunes uma vez que o dono não quis apresentar queixa, uma situação que a GNR diz ser recorrente.

cp estacao paragem

Os autocarros das carreiras intermunicipais vão poder começar a parar junto à Estação da CP de Santarém. A decisão foi tomada esta segunda-feira, 21 de maio, pelo executivo municipal, que aprovou a criação de uma nova paragem para veículos de transporte coletivo público das empresas Ribatejana e Rodoviária do Tejo, que fazem a ligação entre Santarém e concelhos vizinhos.

A paragem terá um caráter temporário, apenas enquanto permanecer a suspensão do trânsito rodoviário no troço da EN 114 entre a Ponte D. Luís e o planalto da cidade.

O assunto foi levantado por um utilizador de transportes públicos que se confrontou com a inexistência de outras transportes colectivos que não as carreiras urbanas e a câmara, após contactar a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT), que tem competências delegadas no assunto, aprovou, por unanimidade, criar o espaço de pagarem que fica localizado no local indicado na foto.

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A terceira edição do “TEJOAlive” juntou cerca de 250 caminhantes, que percorreram mais de 12 quilómetros ao longo dos rios Tejo e Alviela, por caminhos de grande beleza natural junto a Vale de Figueira e São Vicente do Paul, na manhã do passado sábado, 21 de maio.

Este projeto ambiental que a Câmara de Santarém está a lançar visa não só dar a conhecer a paisagem ribeirinha, mas também promover e proteger o ecossistema local, que tem sido ameaçado nos últimos anos pelo esquecimento e por várias fontes poluentes.

“O rio Tejo faz de Santarém um território único em termos de recursos naturais, com valores ambientais a nível da flora e da fauna de uma grande diversidade ecológica, e que constituem um ativo estratégico para o desenvolvimento sustentável”, afirma Maria João Cardoso, da Equipa Multidisciplinar de Ação para a Sustentabilidade (EMAS) da autarquia.

“Conhecer o ecossistema é meio caminho andado para o saber proteger”, acrescenta a responsável pela dinamização deste projeto, que pretende também “criar memórias às gerações mais novas, que nunca tiveram a oportunidade de ver um Tejo saudável”.

No total, o TEJOAlive abrange toda a frente ribeirinha do concelho, desde a típica aldeia avieira das Caneiras até Porto Pereiras, no limite com o concelho da Golegã, numa extensão superior a 30 quilómetros.

O percurso interpretativo do passado sábado, que começou na Quinta da Boavista, em Vale de Figueira e terminou junto à aldeia de Reguengo do Alviela, freguesia do Pombalinho, teve ainda quatro pontos de observação para descobrir a riqueza e a diversidade de todo o ecossistema natural, que, segundo Maria João Cardoso, tem “características únicas no país”.

Os participantes tiveram oportunidade de escutar João Gago, da Escola Superior Agrária de Santarém, sobre as espécies piscícolas do rios, César Garcia, da Faculdade Ciências da Universidade de Lisboa, sobre as plantas, Fernando Pereira, do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), sobre a Avifauna, e Rui Félix, do Centro de Conservação das Borboletas de Portugal, sobre os insetos.

Inauguração Sabores do Toiro Bravo, em Coruche - fotos João Dinis