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O Governo vai cortar 5,5% no orçamento do Hospital Distrital de Santarém (HDS) para 2019, sendo que no que diz respeito aos medicamentos o corte é de 27%. Os números são avançados pelo deputado do PSD eleito por Santarém, Duarte Marques, que esta terça-feira, 6 de novembro, questionou a nova ministra da saúde, Marta Temido, sobre o abre.

Nas contas de Duarte Marque, o HDS "terá menos 21,2 milhões de euros face a 2018, já que ao corte de 4,6 milhões de euros se soma o adiantamento de receitas de 2019 feito em julho deste ano, no valor de 16,8 milhões.

Em vez do esperado reforço de capital para fazer faces aos problemas dos fundos próprios negativos que têm provocado sucessivos vetos do Tribunal de Contas a obras importantes como as do bloco operatório ou a serviços como o fornecimento de refeições, a despesa total do Hospital de Santarém desce de 84,2 M€ em 2018 para 79,6 M€ em 2019, uma redução de 5,5% (- 4,6 M€).

No debate na especialidade do Orçamento de Estado ocorrido ontem na Assembleia da República, Duarte Marques recordou que já por quatro vezes, em audições parlamentares bem como através de uma respostas escritas, o Governo tinha anunciado que a situação dos vetos do Tribunal de Contas estavam resolvidos e os fundos próprios negativos ultrapassados. "Mas tal não é verdade já que o problema se mantém quase 8 meses depois", diz o deputado.

Acusando o Governo de "empurrar o problema com a barriga", Duarte Marques acusa o executivo de andar a enganar "o Parlamento, os deputados e sobretudo os utentes deste hospital que aguardam obviamente por ter melhor qualidade de serviço, menos tempo de espera e sobretudo mais saúde”.

“Os cidadãos de Santarém também são cidadãos de Portugal e exigem que o problema seja resolvido imediatamente”. concluiu o deputado do PSD.

Na resposta a Duarte Marques, a Ministra da Saúde, Marta Temido referiu apenas que o Governo pretende alterar o cálculo dos fundos disponíveis através de uma norma a introduzir no Orçamento de Estado, atualmente em discussão na especialidade, que prevê a possibilidade das obrigações que vêm de trás não onerarem o ano atual em termos de fundos disponíveis.

Simulacro da Proteção Civil no Entroncamento - Fotos: José Neves