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Oito das catorze vagas para médicos especialistas no Hospital Distrital de Santarém ficaram vazias por falta de candidatos. A revelação é da deputada e presidente da Comissão Política Distrital do CDS, Patrícia Fonseca, que esteve reunida com a administração da unidade hospitalar no último dia de outubro.

Segundo Patrícia Fonseca, das 22 vagas solicitadas só foram autorizadas 14 e, ainda assim, só houve candidatos para seis dessas vagas. Para a deputada, esta situação revela “a falta de motivação que os médicos têm para integrarem a equipa do HDS”, ao que certamente não é alheia toda a problemática com a falta de recursos

“Um dos serviços que tem sido afetado e que tem suscitado preocupação na comunidade, é o serviço de cardiologia, mais concretamente a unidade coronária, que chegou a estar encerrada temporariamente uns dias”, revela Patrícia Fonseca, adiantando que a administração do hospital garantiu que “foi uma situação pontual e que está neste momento a reorganizar o serviço de forma a prestar os melhores e mais atempados cuidados de saúde aos utentes”.

A falta de fundos próprios, já denunciada pela Rede Regional, que tem vindo a impedir a conclusão das obras do Bloco Operatório e a provocar sucessivos outros vistos negativos do Tribunal de Contas e a falta de recursos humanos foram outros assuntos abordados na reunião.

Patrícia Fonseca foi ainda informada pela administração que o anunciado reforço de verbas feito em julho foi, na realidade, um adiantamento de parte das verbas do contrato programa com o Hospital.

O CDS-PP considera que, com esta decisão, o Governo “empurrou com a barriga” um problema que agora é ainda maior, até porque o hospital “corre ainda o sério risco de perder o financiamento, que é a 100%, para a atualização da rede informática para a desmaterialização do processo clínico, por não ter as verbas necessárias para adiantar os pagamentos”.

Simulacro da Proteção Civil no Entroncamento - Fotos: José Neves