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Saúde

O ministro da Saúde garantiu esta quinta-feira, 17 de maio, que os problemas burocráticos com os fundos disponíveis para as obras do bloco operatório do Hospital Distrital de Santarém estão resolvidos e que as mesmas serão retomadas.

As declarações do governante foram feitas numa audição na Comissão Eventual para o PT2030 em resposta a uma pergunta do deputado do PSD, Duarte Marques sobre o ponto de situação da suspensão das obras no bloco operatório daquela unidade de saúde.

Adalberto Campos Fernandes garantiu que a situação que originou o problema já está resolvida, mas nunca sem comprometeu com prazos nem adiantou mais detalhes.

Recorde-se que, como a Rede Regional avançou a 18 de abril, as obras do bloco operatório do Hospital de Santarém foram suspensas pelo Tribunal de Contas porque na data em que foi registado o compromisso referente ao encargo resultante do contrato, a unidade de saúde não tinha fundos disponíveis para fazer face à despesa.

Não questionando a necessidade da contratação em causa, o TC recorda que a lei não permite que sejam assumidos compromissos sem fundos disponíveis, pelo que as obras foram suspensas e o contrato poderá ter de ser anulado.

A ilegalidade, que se prende com a lei dos compromissos e pagamentos, parece ser apenas formal e poderá ser resolvida rapidamente, o que não inviabiliza potenciais atrasos.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do conselho de administração do Hospital Distrital de Santarém, José Josué, garantiu que o hospital dispõe da verba para pagamento desta segunda fase da obra, e que tem a garantia do ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, de que a questão será resolvida “rapidamente” em articulação com o ministro das Finanças.

As obras do bloco operatório do Hospital de Santarém têm um valor global de 3 milhões de euros e estão a ser realizadas com fundos do hospital, sem recurso a financiamento comunitário, sendo o contrato desta segunda fase da ordem dos 1,5 milhões de euros.

agressao

Um médico de família do centro de saúde da Chamusca diz ter sido agredido pelo companheiro de uma utente que lhe tinha solicitado uma renovação de baixa médica, após se ter recusado a passá-la.

Em declarações à agência Lusa, o clínico, que pediu para não ser identificado pelo nome, tentou procurar junto da utente dados clínicos para a baixa e percebeu que não havia motivos para a passar.

"A utente mostrou-se desagradada e saiu do consultório. Quando eu estava ainda a escrever os dados no processo, entrou no gabinete o companheiro que me agrediu a murro na face esquerda e continuou depois a bater-me até que um grupo de pessoas entrou no consultório e nos separou", contou o médico à Lusa.

De acordo com a mesma fonte, o médico acabou por chamar a GNR, que tomou conta da ocorrência e o escoltou depois à saída.

Entretanto, a Ordem dos Médicos já revelou que vai avançar para tribunal e promete apoiar juridicamente este médico. O ministro da Saúde também soube da situação e já telefonou ao agredido.

Segundo a Lusa, o médico em causa é um recém-especialista, que vê doentes sem médico de família atribuído.

 

Este já não é o primeiro caso na Chamusca

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul já veio entretanto dizer que este não é um caso isolado. "No mesmo concelho, na Extensão de Saúde do Chouto, uma médica de família foi insultada por alguns utentes, tendo, consequentemente, recusado trabalhar naquela unidade de saúde durante algumas semanas”, referiu fonte do sinddicado à Lusa.

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O serviço de radiologia do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) tem já em funcionamento um novo equipamento de mamografia, que custou cerca de 200 mil euros e está equipado com tecnologia de ponta.

“Estávamos a trabalhar com um equipamento já ultrapassado, adquirido há quase 20 anos, de tecnologia muito antiga, com aquisição analógica, que obrigava à digitalização das imagens que eram recolhidas”, explicou Isidoro Costa, salientando que, com a nova máquina, “a necessidade de transformação da imagem em digital deixa de ser necessária, pois o atual equipamento permite uma aquisição digital direta”.

“Trata-se de uma tecnologia mais avançada, com melhor qualidade dos exames imagiológicos, melhor definição e otimização do pós-processamento das imagens, o que para os médicos constitui um acréscimo de qualidade, possibilitando fazer diagnósticos mais conclusivos”, acrescentou o mesmo responsável, sublinhando que a realização de mamografias com contraste “é uma novidade para os utentes e uma mais-valia para o diagnóstico, nomeadamente da patologia do foro oncológico”.

O equipamento, segundo uma nota de imprensa do CHMT, “permite executar mamografias, mamografias com contraste e biópsias orientadas por estereotaxia, possibilitando fazer upgrade para o módulo de tomossíntese, tomossíntese com contraste e realização de biópsias 3D”.

Minimiza também o desconforto para o utente que realiza estes exames, uma vez que está equipado com um maca / cadeira elevatória que facilita a realização dos exames a doentes com menor mobilidade ou acamados.

Inauguração Sabores do Toiro Bravo, em Coruche - fotos João Dinis