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Cultura

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O centro regional de artesanato da Chamusca encheu na passada sexta-feira, 13 de janeiro, para assistir ao primeiro espetáculo do “INquieto”, o novo ciclo cultural que promete teatro de qualidade na vila ribatejana.

“Minha Querida Anne Frank”, baseado no imortal “Diário de Anne Frank”, foi a primeira proposta encenada pela Companhia de Teatro do Ribatejo (CTR), que trocou o tradicional palco por uma “mise en scène” original, recriando parte de um campo de concentração nazi no centro do espaço, com o público em redor.

Depois de inquietar com uma abordagem ao nazismo, período negro da história da humanidade, seguem-se novos temas desafiantes a partir de textos de Nicolai Gogol, Alves Redol, Fernando Pessoa e José Saramago, com uma peça baseada no “Ensaio Sobre a Cegueira” já no próximo dia 27 de janeiro, à mesma hora e no mesmo local.

“Depois de dois ciclos em que demos destaque a autores do concelho, queremos agora abrir esta iniciativa a grandes autores da literatura”, explicou à Rede Regional o presidente da Câmara da Chamusca, Paulo Queimado.

“Faz parte da nossa intenção não só diversificar a oferta, pois só assim conseguimos chamar novos públicos”, explica o autarca, que chama a atenção para o facto dos espetáculos deste novo ciclo serem apresentado em palco originais e serem encenados de forma a fomentar a interatividade com o público.

“O importante é criar a habituação de tirar as pessoas de casa”, acrescentou ainda Paulo Queimado.

Sobre a oferta cultural na vila, a Câmara prepara-se para lançar em breve um novo ciclo dedicado à música, e que servirá também para assinalar as obras de requalificação do cineteatro da Chamusca, que vai acolher os concertos.

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A Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo (ERTAR) adjudicou à Confraria da Gastronomia do Ribatejo, uma associação sem fins lucrativos, pelo valor de 45 mil euros, a elaboração da Carta Gastronómica do Ribatejo (concelhos da Lezíria do Tejo).

A decisão, tomada por ajuste direto pela Comissão Executiva da ERT em dezembro de 2016, é justificada com o objetivo de “valorização do património cultural do Ribatejo, através da promoção da gastronomia enquanto marca distintiva da região”, e envolve os municípios de Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Golegã, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Santarém.

Segundo o texto do contrato, assinado por ambas as partes, “os serviços a desenvolver compreendem a organização, desenvolvimento, difusão, informação regional e entrega” da Carta Gastronómica para o território dos municípios atrás referidos, e deverão estar concluídos até final de 2017.

O trabalho deverá, entre outros aspetos, fazer o levantamento das especialidades gastronómicas características do Ribatejo, e em concreto da sub-região da Lezíria do Tejo, dos ingredientes regionais e dos modos de confeção regionais; definir as matérias-primas que garantem de modo inequívoco as características das especialidades identificadas; definir os modos de confeção que de forma inequívoca garantem as características da gastronomia ribatejana; definir os modos de produção de matérias-primas que garantem as caraterísticas típicas da gastronomia ribatejana; definir os produtos não oriundos da região que são toleráveis e dos que são intoleráveis para a gastronomia ribatejana; e, estabelecer as relações entre o Receituário e os Produtos Locais.

A Confraria da Gastronomia do Ribatejo é uma associação de cidadãos sem fins lucrativos, com sede em Santarém, que tem como objetivos a investigação e divulgação do património gastronómico do Ribatejo.

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O livro de “Actas do I Congresso Internacional – O Cavalo e o Touro na Pré-História e na História” vai ser lançado no próximo dia 21 de janeiro, pelas 15h30, na sala polivalente da biblioteca municipal Ruy Gomes da Silva, na Chamusca.

Esta obra resulta do congresso sobre o mesmo tema realizado na Chamusca e na Golegã. em maio de 2013.

Coordenado pelo arqueólogo Fernando Augusto Coimbra, o livro conta com 31 artigos, sendo 13 em português, 13 em castelhano e cinco em inglês, distribuídos por sete secções, que versam sobre a evolução do touro e do cavalo nos primórdios da história.

Organizado em 2013 pelo Centro Português de Pré-História, e com o envolvimento das Câmaras da Chamusca e Golegã, entre outras entidades, o congresso serviu para a troca de conhecimentos entre pré-historiadores, arqueólogos, historiadores de arte e investigadores dedicados à mitologia, à utilização militar do cavalo, à historia da tauromaquia, à origem e evolução e à criação destes dois animais.

Desert Challenge 2017